Projecto AUTOCITS apresentou os resultados dos testes com veículos autónomos em Portugal

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O consórcio do projecto AUTOCITS, liderado pela Indra, apresentou, no passado dia 28 de Fevereiro, os resultados dos primeiros testes com veículos autónomos realizados em Portugal. Num workshop, realizado no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, onde foram apresentados os avanços do projecto europeu de inovação AUTOCITS, que testou a condução autónoma em Lisboa, Madrid e Paris, cidades do denominado Corredor Atlântico da RTE-T.

A sessão contou com a intervenção do Prof.Doutor Henrique Machado Jorge e foi encerrada por Sua Excelência o Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, Prof. Doutor José Mendes. Para além da Indra, que coordena o projecto a nível europeu, participaram neste evento os vários parceiros do projecto, entre eles a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, o Instituto Pedro Nunes e a Universidade de Coimbra.

AUTOCITS: Shuttles autónomos transportaram passageiros num troço de 800 metros

«O Projecto AUTOCITS tem como principais objectivos estudar o enquadramento legal da condução autónoma; implementar, testar e avaliar os serviços Day 1 do C-ITS para veículos autónomos de acordo com a regulamentação de trânsito aplicável; disponibilizar recomendações para a regulamentação e implementação em larga escala, e cooperar com outras iniciativas», explicou a Indra.

Durante o evento foi feita uma demonstração com Shuttles autónomos que permitiram o transporte de passageiros num troço aproximado de 800 metros e que ligou o Terminal de Cruzeiros de Lisboa às estações de comboio e metro de Santa Apolónia.

Projecto-piloto explorou capacidade dos veículos autónomos

No projecto-piloto de Lisboa, realizado em Outubro passado, durante 4 dias nos dois sentidos da CREL, entre os nós da Pontinha e de Odivelas, os serviços C-ITS testados contribuíram para ampliar a «visão» do veículo autónomo através de alertas sobre congestionamentos de trânsito, notificações sobre veículos lentos ou estacionados e avisos sobre condições climatéricas adversas.

Uma equipa técnica de Madrid composta pela Indra e a Universidade Politécnica de Madrid, veio a Portugal com um dos seus veículos autónomos e equipamento ITS, utilizados no projecto-piloto da capital espanhola,testar a interoperabilidade do sistema.

Testes do veículo autónomo em Madrid

Para o projecto-piloto realizado em Madrid desenvolveram-se três serviços C-ITS que permitiram que o veículo autónomo tomasse decisões através de avisos como, por exemplo, notificações sobre obras nas estradas, situações de congestionamento ou de condições climatéricas adversas.

Estes serviços C-ITS foram integrados na solução de gestão de tráfego e túneis Horus, de desenvolvimento próprio da Indra, para o qual foi criado um novo módulo que permite gerir o envio de informação ao veículo autónomo ou conectado assim como aproveitar todos os dados que este tipo de veículos produzem, processando-os em tempo real e oferecendo informação de valor para a tomada de decisões dos gestores, dos próprios veículos conectados e dos condutores dos veículos convencionais.

Também já se instalaram no cenário do projecto-piloto o busVAO da A-6 que liga com a circunvalação M-30 em Madrid, as unidades de estrada RSU (RoadSideUnits), que dispõem de várias tecnologias de comunicação ITS-G5 e comunicações móveis. Estes equipamentos enviam a informação para os veículos autónomos e conectados quando estiverem a circular pela via reversível de alta ocupação da A-6.

Projectos-piloto de Madrid, Lisboa e Paris foram «pioneiros no Corredor Atlântico»

Em Paris, para além deste tipo de avisos de situações perigosas foram notificados os engarrafamentos proporcionando informação sobre a velocidade ou vias recomendadas, alternativas, etc., utilizando a comunicação I2V a partir do centro de controlo para os veículos autónomos. Os testes foram realizados na autoestrada A-13 nos arredores da cidade.

Tanto o projecto-piloto de Madrid como o de Lisboa e Paris são pioneiros no Corredor Atlântico e foram dos primeiros na Europa que incluíram testes de veículos autónomos de diferentes fornecedores, em ambientes fechados e abertos ao trânsito convencional em vias urbanas, suburbanas e ligações com autoestradas.Os serviços e sistemas que se testaram numa determinada cidade foram intercambiados com os das restantes duas para comprovar que são interoperáveis e funcionam correctamente.

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