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Porto da Figueira da Foz projecta escalas de navios maiores e dinamização do transporte ferroviário

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As futuras empreitadas levadas a cabo no Porto da Figueira da Foz, executadas com o objectivo de permitir ao porto receber embarcações de maiores dimensões (até oito metros de calado), fomentarão, de modo directo, o aumento da procura e expandirão o hinterland do porto e abrangerão a zona Centro e Oeste, declarou Gonçalo Vieira, presidente da Comunidade Portuária da Figueira da Foz.



Integrando os operadores do Porto da Figueira da Foz e também a Câmara Municipal, o projecto, adianta o ‘Público’, estimulará um ainda maior aumento da procura, já de si incrementada desde 2005, ano em que os trabalhos de dragagem no porto possibilitaram a escala de navios de 6,5 metros de calado.

Porto da Figueira da Foz em progressivo desenvolvimento e com crescimento médio anual acima da média

Neste contexto, a Comunidade Portuária do Porto da Figueira da Foz reuniu alguns estudos de mercado que demonstram a tese de que um investimento de cerca de 16 milhões de euros será suficiente para reposicionar aquela infra-estrutura no mapa dos portos marítimos nacionais.

«O movimento portuário tem vindo a crescer imenso. Entre 2008 e 2017 passámos de um para dois milhões de toneladas movimentadas, sobretudo devido às obras de prolongamento do molhe Norte em 400 metros e às dragagens que permitiram receber navios com 6,5 metros de calado», afirmou Gonçalo Vieira, presidente da Comunidade Portuária, citado pelo jornal.

O porto, entre 2008 e 2017, enfatizou, apresentou assinalável crescimento médio anual (situado nos 7%), apenas suplantado por Sines. (8%), números que excedem a média de 4% denotada pelos principais portos lusos.

Atrair escalas de navios de maiores dimensões é meta prioritária, diz Gonçalo Vieira

Ora, é precisamente esse investimento de 16 milhões de euros que os stakeholders do porto pretendem materializar, com o intuito de executar três melhoramentos: a dragagem até aos 10 metros de calado (que permitirá a escala de navios com 8 metros de calado), o alargamento da bacia de manobras do porto e o melhoramento da frente de acostagem através da expansão dos cais.

Revela a peça noticiosa do ‘Público’ que a rentabilidade prevista possibilitará a disposição das empresas privadas de investir no projecto, suportando 25% do financiamento. Para Gonçalo Vieira, o projecto não poderia ser mais necessário, pois é imperativo, considera, a captação das escalas dos navios de maiores dimensões, uma vez que os de reduzidas dimensões começam a escassear, tanto em Portugal como em todo o panorama marítimo-portuário.

«A quantidade que existe a nível mundial é muito reduzida e já não se constroem navios destas dimensões. Os que restam ligam alguns portos no Norte da Europa ou fazem cabotagem na costa de África. O futuro são os navios de maior calado e a Figueira da Foz não pode deixar de se preparar para os receber», explicou, revelando que o projecto conta com o suporte da Ministra do Mar, também em parte devido à pertinência que este aporta ao âmbito da dinamização do cluster da economia do mar, dossier importante na agenda da tutela.

Maiores navios, maiores volumes – quem ganha é também a ferrovia

Outro dos focos utilitários do projecto é a expansão do hinterland do Porto da Figueira da Foz e a inerente pujança que deve ser providenciada ao transporte ferroviário, actualmente cingido, em média, a dois comboios de mercadorias que servem diariamente o porto. Para Gonçalo Vieira, haverá condições para receber mais e maiores comboios quando os navios de superior calado escalaram o porto e avolumarem as cargas ali movimentadas.

Segundo atesta o ‘Público’, o presidente da comunidade portuária ressalvou a importância de um concurso que, lançado em 2019 com vista à concessão do terminal de mercadorias da estação de Leiria, abrirá a porta para que as empresas do eixo industrial Leiria/Marinha Grande transportem os seus produtos em contentores para aquele terminal, que seguirão posteriormente, via comboio, para a Figueira da Foz.



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