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Prolongamento do quebra-mar: Comunidade Portuária de Leixões «surpreendida» com moção de Rui Moreira

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Anunciada na semana passada pela Ministra do Mar, durante uma cerimónia realizada no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões (evento que contou com a cobertura total da Revista Cargo), a obra do prolongamento do quebra-mar exterior do porto nortenho está de novo na ordem do dia, mas agora devido a uma moção do movimento do presidente da Câmara do Porto, que pede a reavaliação do projecto. Hoje, a Comunidade Portuária do Porto de Leixões já reagiu, dizendo estar surpreendida com o pedido.

Obra já foi «escrutinada em todas as instâncias», frisa a Comunidade Portuária de Leixões…

Argumentando que a obra «foi escrutinada em todas as instâncias», a Comunidade Portuária do Porto de Leixões (CPL) reagiu, citada pela Lusa e pelo Diário de Notícias – dizendo-se «surpreendida por esta iniciativa do Movimento Rui Moreira», a CPL lembrou que a obra não mereceu a reprovação de qualquer das instâncias que avaliou, por direito, a empreitada. Em comunicado, a CPL explica que  a obra foi submetida a debate público, tendo apenas algumas vozes ligadas às actividades de surf mostrado o seu desacordo.

…e o seu bloqueamento será «muito prejudicial para as regiões Norte e Sul de Portugal»

A CPL alertou a Câmara Municipal do Porto «de que qualquer iniciativa que, nesta fase, bloqueie a obra de prolongamento do quebra-mar do Porto de Leixões é muito prejudicial para as regiões Norte e Sul de Portugal e, por consequência, para o próprio país», pode ler-se no comunicado, que sublinha a «importância do Porto de Leixões para a economia nacional e regional» e lembra que o tempo para a participação cívica terminou. É, agora, tempo de executar o projecto.

Defende a CPL que e execução do projecto é essencial para a «defesa de um bem colectivo que não pode ser destruído»: o Porto de Leixões, uma importante infra-estrutura que «integra um nó logístico composto por uma oferta plena de soluções de transporte, o qual serve as economias regionais do Norte e Centro de Portugal, com extensão às regiões fronteiriças da Galiza e de Castela Leão, em Espanha, assegura emprego, directo e indirecto, a 280 000 pessoas».

Recorde-se que a Câmara do Porto aprovou, na passada Quarta-feira, uma moção apresentada pelo Movimento de Rui Moreira onde é defendido que o projecto de prolongamento do quebra-mar do Porto de Leixões seja reavaliado. O movimento defende que se deve analisar a «extensão e impacto» da obra para o Município do Porto «em todas as suas dimensões».

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