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Prolongamento do quebra-mar de Leixões: assembleia municipal pede suspensão da adjudicação da obra

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O projecto do prolongamento do quebra-mar e acessibilidades marítimas do Porto de Leixões continua a dar que falar – o Bloco de Esquerda (BE) apresentou, na passada Segunda-feira (dia 17) uma proposta em sede de Assembleia Municipal (de Matosinhos) que formula o pedido de suspensão imediata da adjudicação da obra, «por não estarem dirimidas as diversas preocupações dos eleitos locais quanto ao impacte negativo dessas intervenções». A proposta passou por maioria, adiantou o jornal ‘Público‘, seguindo agora para o Governo e para a APDL.

No mesmo dia, relata o generalista, foram levadas a votação outras três propostas, diferentes daquela formulada pelo BE num particular aspecto: nestas, formula-se a visão de que a empreitada deve prosseguir, desde que estejam salvaguardadas questões relativamente ao impacto da mesma.

Da mesma postura partilha Luísa Salgueiro. Ao ‘Público, a presidente da Câmara de Matosinhos afirmou que mantém a expectativa de que as quaisquer análises pendentes devem ser clarificadas antes de a obra avançar – entre essas análises está um «estudo sócio-económico sobre o desporto de ondas» e dos impactos da obra naquele sector, em Matosinhos e no Grande Porto, assim como um estudo prévio de impacto ambiental do novo terminal e uma avaliação ambiental estratégica das alterações ao plano estratégico da administração portuária nortenha.

Actualmente, comentou Luísa Salgueiro, tais documentos estão já a ser analisados, sendo expectável que o grupo de trabalho – que inclui as câmaras de Matosinhos e Porto, a APDL, a Agência Portuguesa do Ambiente e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte – criado após despacho assinado pela anterior Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, se reúna e analise os conteúdos.

Ao jornal, a autarca explicou que o actual compasso de espera serve para dar mais tempo para que todas as partes avaliem a informação entretanto reunida. Luísa Salgueiro comentou que a questão deve ser tratada afastando «atitudes mais alarmistas», lembrando: «não defendo que a adjudicação [do prolongamento do quebra-mar] deva ser adiada sine die».

Recorde-se que o prolongamento do quebra-mar do Porto de Leixões é tido como um projecto fundamental para o contínuo desenvolvimento da infra-estrutura portuária nortenha, segunda maior potência na movimentação de mercadorias em Portugal e uma das maiores referências no tráfego contentorizado. Tal tese vem sendo defendida pelo presidente da Comunidade Portuária de Leixões: o projecto é «uma real necessidade» para a infra-estrutura portuária «agarrar o futuro». Caso o projecto fique na gaveta, o porto poderá esperar «consequências «gravíssimas».

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