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Proximidade ao cliente: Vítor Enes analisou articulação infra-estrutural e portuária da Luís Simões

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No webinar ‘A Logística e os Portos enquanto “nós” da Intermodalidade’, realizado pela ADFERSIT no passado dia 16 de Setembro, Vítor Enes, orador convidado, analisou a articulação infra-estrutural, logística e portuária como cerne do desafio de proximidade com os clientes e cargas. O business developer da Luís Simões abordou a conexão com os portos lusos e espanhóis, e as estratégias para maximizar a fluidez operacional.

Luís Simões e a estratégia de proximidade: de Leixões para toda a região Norte

Porto de Leixões Novembro apdl«Os portos são as maiores e mais antigas infra-estruturas logísticas do país, com muitos séculos. O grande segredo é perceber como articulamos tudo isto. Pegando no ponto das Infra-estruturas, como é que nos podemos e devemos articular? Onde é que a Luís Simões está a operar com os portos e mais próximo destes? Em todas as infra-estruturas que marcamos presença, houve por detrás dessa decisão um motivo racional», introduziu.

«Estamos na Plataforma Logística do Porto de Leixões – temos lá duas plataformas, uma da Luís Simões e outra da Espaçotrans, as duas combinadas com uma capacidade para cerca de 46 mil paletes. E porque fomos para aí? Porque, na região Norte, temos um grupo alargado de clientes que faz muito transporte através do Porto de Leixões. Assim, estamos mais próximos dos clientes», detalhou Vítor Enes, apontando depois para Espanha.

Estratégia de articulação em Espanha e o case study da operação na Figueira da Foz

«Em Barcelona estamos na ZAL, na zona franca do Porto de Barcelona. Neste caso, o racional foi a proximidade à cidade. Temos muita logística urbana nessa cidade. Em Madrid, trata-se de uma realidade diferente – estamos, com várias plataformas, muito perto do porto seco de Azuqueca (de Henares); é uma forma que os portos marítimos espanhóis têm para incrementar o seu hinterland, situando portos secos mais próximos do consumo. Temos também uma plataforma junto a Guadalajara, a 55 km de Madrid, tem aí três armazéns, uma mega-plataforma com capacidade para perto de 200 mil paletes. Neste caso, é o Porto de Tarragona que está a desenvolver o porto seco, esticando o seu hinterland quase 500 km para o centro da Península Ibérica. É uma realidade na qual os portos portugueses devem pensar», dissertou o responsável da Luís Simões.

«Que outro tipo de articulações temos? Há já oito anos que temos uma operação montada para pasta de papel, perto do Porto da Figueira da Foz. O que fizemos neste caso específico? Com um cliente que temos, situado porto do porto, introduzimos estes veículos euro-modulares, chamados mega-camiões, com capacidade bruta de 60 toneladas, e, em termos líquidos, podem levar mais 10 a 12 toneladas que os camiões convencionais. Com isto, retirámos imensos camiões da estrada, reduzimos imenso as emissões para a atmosfera. Tudo teve de ser articulado. Onde é que o nosso cliente teve os maiores ganhos? Foi no processo de carga na fábrica e no processo de descarga do camião e carga do navio no porto. Automatizámos muito mais o processo do camião para a carga (na fábrica) e o porto investiu em novas gruas, o que fez com que os navios pudessem carregar muito mais depressa, estando menos tempo no porto», elucidou, deixando uma palavra de confiança para as empresas lusas.

«Não temos nada que temer Espanha»

«Não temos nada que temer Espanha. Aliás, nós temos um potencial de negócio muito maior lá que eles têm aqui em Portugal. Temos ali um mercado e grande e podemos bater-nos com os nossos colegas espanhóis. O tema da articulação das infra-estruturas é muito importante: as plataformas logísticas terão que ficar mais próximas do consumo. Com o desenvolvimento do e-commerce, temos de ter o produto mais próximo do consumidor. Portanto, a questão da articulação dos vários meios de transporte é essencial», rematou Vítor Enes.

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