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PSD/Açores pede requisição civil dos estivadores do Porto de Lisboa

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Na sequência da admissão, por banda da A-ETPL, de que haverá poucas chances de serem cumpridos os serviços mínimos decretados pelo Governo no âmbito da greve dos estivadores (que se prolongará até dia 30 e Março), o PSD/Açores propôs ontem que o Governo da República determine a requisição civil dos estivadores do Porto de Lisboa, face precisamente às dificuldades no cumprimento dos serviços mínimos.

«Há que antecipar e proteger a economia dos Açores. Se a empresa de trabalho portuário diz que dificilmente haverá condições para cumprir os serviços mínimos, então só existe uma solução: ser previdente e decretar a requisição civil», vincou, em comunicado, o deputado social-democrata à Assembleia da República Paulo Moniz. Este pedido surge após a divulgação de uma carta enviada ontem pela A-ETPL aos seus associados, onde dá conta de que os serviços mínimos para as regiões autónomas «podem não ser cumpridos», por razões que a Revista Cargo já aqui destrinçou.

«Estando em risco o cumprimento dos serviços mínimos, é o normal funcionamento da economia dos Açores que fica em causa, assim como o abastecimento às nossas populações», alertou Paulo Moniz, citado pela Lusa, acrescentando que os sectores exportadores da economia açoriana «não podem ser prejudicados» nem confrontados com custos acrescidos para as suas empresas.

Perante este cenário, Ana Cunha (secretária regional dos Transportes) admitiu, em declarações à Lusa, que recorrer aos “instrumentos legais” em vigor para fazer cumprir os serviços mínimos.

«Essa poderá ser uma das soluções a seguir. O Governo dos Açores está atento e preocupado e solicitará, tal como fez no primeiro período de greve, a fiscalização do cumprimento desses serviços mínimos, e actuará em conformidade junto do Governo da República, recorrendo aos instrumentos legais que existem, se for necessário», declarou a governante, lembrando que, apesar das dificuldades admitidas pela A-ETPL, «nenhum» dos armadores que assegura as ligações marítimas de cargas entre o continente e os Açores «sentiu ainda qualquer constrangimento».

Ana Cunha reconheceu, no entanto, que os operadores marítimos «antevêem, com alguma preocupação», a possibilidade de surgirem dificuldades na operação de transporte de mercadorias com destino aos Açores, vendo alguma pertinência na proposta do PSD/Açores.

Com Lusa

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