‘Punta Tigre’ foi apresentado: construção do Grupo ETE será ‘exportada’ para o Uruguai

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Realizou-se esta manhã (dia 21 de Janeiro), na Gare Marítima Rocha Conde de Óbidos, a apresentação pública do workboat multicraft ‘Punta Tigre’, construído pelo Grupo ETE e que será exportado para o Uruguai. A cerimónia contou com a presença da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, com os mais altos representantes do Grupo ETE e (entre eles Luís Nagy) com a nata do sector marítimo-portuário português, que encheu o Salão Almada Negreiros.

‘Punta Tigre’: o reflexo do potencial luso na construção naval

Punta Tigre, construído pelo Grupo ETE

A apresentação da embarcação multi-funções ‘Punta Tigre’ contou com a cobertura da Revista Cargo – o evento simbolizou a finalização da construção da embarcação e serviu como demonstração do potencial luso no sector da construção naval, cujo crescimento contou com fortes elogios por parte da Ministra do Mar. O ‘Punta Tigre’ estará envolvido nas operações fluviais de apoio à frota que abastece uma das maiores fábricas de celulose do mundo.

Encomendado ao Grupo ETE pela empresa Transfluvial Navegación TFN – que abastece a fábrica Montes del Plata – a embarcação foi construída em apenas seis meses. A tarefa ficou a cargo dos estaleiros da Navaltagus, que pertence ao universo do Grupo ETE. Possui 13,8 metros de comprimento e está equipado com dois motores e uma grua com capacidade de 1,3 toneladas. Trata-se de uma embarcação «robusta e versátil»: além da função de rebocador, executará também operações de carga e descarga, desvendou o Grupo ETE.

«Inegável resiliência»: Grupo ETE elogiado pela Ministra do Mar

O discurso de Luís Figueiredo, administrador do grupo, abriu a sessão, que prosseguiu, depois, com a intervenção de Ana Paula Vitorino. Apelidando o ‘Punta Tigre’ de «magnífica obra da engenharia naval portuguesa», fruto do trabalho de «uma referência no panorama marítimo-portuário», a ministra frisou que o percurso do grupo é «motivo de orgulho nacional»: 82 anos de história pautados por uma «inegável resiliência» que dão ao Grupo ETE, vincou, o papel de «um dos maiores impulsionadores do crescimento da Economia do Mar em Portugal».

Luís Figueiredo, administrador Grupo ETE

«O ‘Punta Tigre’ é um exemplo da capacidade de inovação e tecnologia em construção naval de Portugal; significa também que somos uma referência internacional nesta área e que temos, como tal, todas as condições para criar valor para os nossos clientes, mas também para o país”, declarou, por seu turno, Luís Figueiredo, ao apresentar a embarcação.

O ‘Punta Tigre’, explicou Ana Paula Vitorino, não apenas representa um investimento de 1 milhão de dólares, «mas também simboliza a nossa capacidade de inovação tecnológica e o potencial de exportação da indústria naval portuguesa». Este sucesso é mais uma bandeira cravada em terras sul-americanas: «Este investimento não seria possível sem o reconhecimento e confiança depositados pela República Oriental do Uruguai e pelos empresários da América do Sul na indústria naval portuguesa», enalteceu.

Portos devem ser pilar do progresso sustentável do sector naval, defendeu Ana Paula Vitorino

«A proximidade geográfica de Portugal às grandes rotas marítimas de mercadoria oferece uma grande oportunidade à construção e reparação naval, onde a competitividade dos nossos portos é decisiva», comentou, estabelecendo um nexo de ligação entre o progresso operacional do sector naval e a capacidade dos portos portugueses em oferecer «novos produtos de natureza obrigatória», como a manutenção e a reparação naval, «permitindo assim aumentar a sua «atractividade internacional e potenciar o desenvolvimento da indústria naval».

Ministra do Mar a bordo do Punta Tigre

Ana Paula Vitorino deu ainda ênfase à «importância do Porto de Lisboa para a continuidade e o futuro do desenvolvimento» da indústria da construção naval, «na medida em que os estaleiros navais se encontram em área de domínio público marítimo sob sua jurisdição», aludindo também ao crescimento do número de navios que escalam o porto da capital, como factor capaz de influenciar directamente «a actividade da reparação naval».

Para a líder da pasta do Mar, a indústria naval lusa «tem que estar à altura» dos novos desafios da sustentabilidade do sector marítimo, numa altura em que o combate às emissões poluentes se acentua e ganha cada vez mais força. «A construção de estruturas flutuantes e fixas, de componentes, a manutenção e o desmantelamento, relacionadas com os sectores da produção de energia offshore, da aquicultura, da especialização de embarcações e também do Oil&gas são desafios que Portugal tem de assumir para dar o salto para renovada liderança no sector», atirou.

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