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Rangel alerta: Brexit impactará exportações lusas e fluxos de investimento directo estrangeiro

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A Rangel tem estado na linha da frente da análise dos impactos do Brexit na economia portuguesa, tendo-se mostrado, ao longo dos últimos meses, bastante activa na projecção de cenários e soluções capazes de mitigar os efeitos desta separação do Reino Unido da União Europeia. Entre as preocupações mais prementes, está, ressalva o grupo luso, as muitas «incertezas» e «consequências» que o processo implica.

«O desfecho das negociações entre as duas partes é incerto e, à data de hoje (5 de Outubro de 2019), tudo indica que às 23 horas (hora de Lisboa) do próximo dia 31 de Outubro, o Reino Unido sairá formalmente da União Europeia, passando a ser considerado um país extra-comunitário», frisa a Rangel, vincando que o «processo de divórcio» acarretará «consequências na economia da zona euro e irá impactar o negócio de centenas de empresas, nomeadamente, das empresas que têm o Reino Unido como mercado para mais de metade das suas exportações».

228 empresas serão directamente impactadas pelo Brexit, frisa a Rangel

Ora, passíveis de serem atingidas por estes impactos estão, indica a Rangel, 228 empresas sediadas, em Portugal. Se levarmos em conta que – segundo dados do INE e PORDATA – Portugal exportou, em 2018, perto de 9 mil milhões de euros em bens e serviços para o Reino Unido (o que faz deste, o quarto maior mercado das exportações de bens e o primeiro mercado das exportações de serviços portugueses), o país encontra-se «na ‘segunda linha’ de países que mais serão afectados pelo Brexit», alerta a Rangel.

Explica a Rangel que tal facto se compreende, «em grande parte, devido à significativa exposição da economia portuguesa ao Reino Unido, o que coloca, consequentemente, as empresas portuguesas numa situação de vulnerabilidade». A curto prazo, infere, o Brexit poderá provocar uma «quebra das exportações portuguesas entre 1,1% e 4,5%», induzir a uma «redução dos fluxos de investimento directo estrangeiro entre os 0,5% e 1,9%» e a um «corte nas remessas de emigrantes entre 0,8% e 3,2%».

Divórcio «encerra risco significativo para as exportações portuguesas»

Conclui a Rangel que «a alteração do quadro de relacionamento entre o Reino Unido e a União Europeia encerra um risco significativo para as exportações portuguesas de bens e serviços. Este cenário pode resultar em reduções potenciais das exportações globais entre cerca de 15% e 26%, dependendo do tipo de relacionamento comercial futuro que vier a ser estabelecido no caso de um Soft Brexit, ou se, por outro lado, o Reino Unido optar por sair do Espaço Económico Europeu sem qualquer acordo – Hard Brexit».

 

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