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Ranking ferroviário da Boston Consulting coloca Portugal no antepenúltimo lugar

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Ano após ano, a consultora americana Boston Consulting avalia o desempenhos dos sistemas ferroviários dos países – o último veredicto não foi simpático para Portugal, que, de acordo com a empresa, detém uma das mais baixas classificações, apenas à frente da Roménia e da Bulgária.

Portugal com 1,5, bem abaixo da média europeia de 4,8

Recorrendo ao indicador RPI (que significa Railway Performance Index e é composto pelas variáveis ‘utilização da rede’, ‘qualidade do serviço’ e ‘segurança’), a Boston Consulting atribuiu uma pontuação de 1,5 pontos a Portugal, bastante abaixo da média europeia, fixada nos 4,8. No topo da lista ficou a Suíça, com uma pontuação de 7,2, seguida da Dinamarca (com 6,8) e da Finlândia (6,6).

Utilização da rede ferroviária fez Portugal cair para o fundo da tabela

No quesito relativo à qualidade do serviço (que engloba a pontualidade e o preço), Portugal não desiludiu, ficando mesmo acima da média europeia de 1,4, com uma pontuação de 1,5. Mas as fragilidades apresentadas nas categorias ‘Segurança’ e ‘Utilização da rede ferroviária’ atiraram Portugal para o fundo do ranking – o último indicador, especialmente, condenou a ferrovia nacional ao penúltimo lugar da tabela.

A avaliação havia deixado Portugal no penúltimo lugar do ranking (em 2012 e 2015) e em antepenúltimo em 2018, voltando agora, em 2019, a reforçar conclusões repetidamente alcançadas: para a Boston Consulting, é inequívoca a ligação entre o nível de investimento público e a evolução do desempenho do sistema ferroviário. Ora, como o investimento em Portugal tem sido quase nulo, o resultado, explica a consultora, é uma débil performance nacional no ranking.

Boston Consulting deixou conselho a Portugal: governo deve investir

«Reguladores e governos em países com uma tendência descendente no desempenho devem considerar rever os investimentos planeados nos seus sistemas e decidir se os orçamentos devem ser aumentados», sublinham os autores do estudo da Boston Consulting, citados pelo jornal ‘Público’. Este conselho está claramente em linha com as sugestões do relatório semestral da Comissão Europeia sobre a ferrovia portuguesa.

Segundo os comentários que acompanharam a avaliação, a consultora declarou que, a curto prazo, os países com esta «tendência descendente» poderão ter de «aumentar o investimento nos seus sistemas com vista a iniciarem o longo processo» de recuperação de performance. Segundo a Boston Consulting, em termos de investimento infra-estrutural, os subsídios (investimento directo) aplicados ao gestor de infra-estruturas tem um maior impacto na performance do sistema do que se forem entregues aos vários operadores ferroviários.

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