Incidente no túnel ferroviário de Rastatt gerou danos económicos de mais de 2 mil milhões de euros

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O colapso do túnel ferroviário de Rastatt (nas imediações de Karlsruhe) lançou o transporte ferroviário internacional num caos generalizado, quebrando ligações comerciais fulcrais no seio da Europa, gerando atrasos incontornáveis e causando prejuízos vários às operadoras e aos agentes comerciais que pretendessem movimentar mercadorias pelo continente. O caso, acompanhado pela Revista Cargo desde o início, conheceu agora o seu balanço mais temido: o dano económico global superou os 2 mil milhões de euros.



O incidente, em Agosto, levou à interrupção do tráfego ferroviário no Corredor Reno-Alpes (nomeadamente na linha Karlsruhe-Basileia) durante sete penosas semanas, infligiu danos económicos à indústria superiores aos 2 mil milhões de euros (2,048 mil milhões, precisamente), de acordo com conclusões da consultora Hanseatic Transport Consultancy (HTC), da Associação Europeia do Frete Ferroviário (ERFA, sigla inglesa), da União Internacional para o Transporte Rodoviário Ferroviário Combinado (UIRR, sigla inglesa) e da Rede Ferroviária Europeia (NEE).

Colapso do túnel de Rastatt gerou prejuízos transversais à cadeia logística europeia

O relatório de danos, elaborado pelas quatro entidades, chegou a esse avultado valor ao determinar as perdas de valor agregado para todas as empresas que compõem a cadeia de abastecimento ferroviário. As companhias logísticas do sector e os seus clientes sofreram uma perda de mais de 1,9 mil milhões, aponta o relatório. Os cálculos dos prejuízos foram feitos de forma defensiva, lembra o relatório, o que significa que, na prática, os danos deverão ter sido ainda maiores. Recorde-se que, logo em Outubro de 2017, vários operadoras exigiram ressarcimento pelos danos causados.

Entre os factores que implicaram a perda de valor, estão o cancelamento de ligações, a interrupção de comboios que não puderam executar os seus serviços estipulados, os custos adicionais com a delineação de rotas alternativas (que obrigaram a desvios consideráveis e a novos custos com material circulante e staff), a redefinição – muitas vezes à última hora – da arquitectura logística das remessas transportadas e os consequentes serviços extraordinários dos agentes de carga.

O relatório sobre as consequências do colapso do túnel de Rastatt realça ainda as penalizações sofridas pelos operadoras ferroviários (comboios atrasados ou cancelados), pelos operadoras das infra-estruturas (a braços com tarefas adicionais de planeamento e redefinição de calendários) e pelas transportadoras e empresas de manufacturação que detinham ligações comerciais ao frete ferroviário (também elas sobrecarregadas com trabalho extra).

Factura ambiental e infra-estrutural também aumentou

A interrupção na linha férrea levou a um aumento do tráfego de camiões pesados entre Karlsruhe e Basileia, concluiu também o relatório, mostrando assim que os danos se estenderam também às vertentes ambiental e infra-estrutural. A interrupção da linha resultou num aumento de mil viagens de camiões por semana. O incidente ajudou ainda à perda de aproximadamente um por cento da quota da Suíça (um dos países mais proeminentes no frete ferroviário europeu) no mercado ferroviário ao longo de 2017.



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