Raúl Magalhães (APLOG): Cadeias logísticas «não são barreiras ao investimento em Portugal»

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Raúl Magalhães, presidente da APLOG, concedeu, no dia 28 de Outubro, uma entrevista ao ‘Jornal de Negócios‘ – o líder da associação de logística dissertou sobre a competitividade do sector em Portugal e abordou o desenvolvimento tecnológico das empresas nacionais.

Como se compara, actualmente, o sector logístico português com a realidade europeia? «Com a globalização, as diferenças não são muito acentuadas, quer do ponto de vista de processos, quer em termos de acessibilidade a meios, ou mesmo em termos de competências», começou por dizer Raúl Magalhães. «Portugal tem a vantagem de fazer parte de um espaço europeu e de ter no seu território um conjunto de empresas europeias e globais, pelo que vai beber e usufruir de todos os avanços e de tudo o que há de mais moderno nas cadeias de valor e de abastecimento dos diferentes negócios», acrescentou o presidente da APLOG, que há cerca de um mês celebrou o seu 22º Congresso.

«Diria que estamos numa posição inversamente proporcional à dimensão do país. Podemos dizer que a logística e as cadeias de abastecimento não são hoje barreiras ao investimento em Portugal», explicou Raúl Magalhães ao ‘Jornal de Negócios’.

Na corrida desenfreada à digitalização e desmaterialização de processos, hoje considerada um imperativo de sobrevivência das empresas em todo o mundo, a que velocidade segue o sector logístico nacional? Para o responsável, as empresas lusas «têm acompanhado» a evolução, deparando-se no entanto, com «duas desvantagens das quais dificilmente podemos fugir»: a localização geográfica e dimensão natural do país.

«Se por um lado nos dá uma das maiores costas atlânticas da Europa, também nos coloca na pontinha deste continente. Qualquer empresa que conte comprar ou vender a partir de, ou para, Portugal tem de contar com as particularidades desta localização geográfica, que nos põe numa posição completamente diferente da que tem um país no centro da Europa, a partir do qual rapidamente se chega a 100 ou 200 milhões de clientes», explicou.

«Outra desvantagem natural é a dimensão do país, sobretudo em termos de capital humano (quantidade e não qualidade). São dois aspectos que nos obrigam a ser um bocadinho melhores, a ter uma estrutura de custos mais espartana ou uma qualidade de produtos francamente superior para conseguirmos fazer face à concorrência», rematou o presidente da APLOG.

Com ‘Jornal de Negócios’

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