Raúl Magalhães (APLOG): «Tudo o que puder ser digitalizado será uma mais-valia para a economia»

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Em entrevista ao ‘Jornal de Negócios’, Raúl Magalhães, presidente da APLOG, abordou um dos temas mais prementes do momento: a digitalização e os seus desafios, num futuro que se percepciona ágil, desmaterializado e em total e constante interligação. «A digitalização é um aspecto importante. Tudo o que puder ser digitalizado e agilizado onde e sempre que há pontos de contacto – portos, aeroportos, ligação à ferrovia, desalfandegamento – será uma mais-valia para a economia», considerou o presidente da associação.

Ferrovia é «questão importante» que não deve ser adiada

Ao avaliar a qualidade das infra-estruturas portuguesas, Raúl Magalhães abriu o dossier da ferrovia nacional, outro dos temas que mais tinta tem feito escorrer: «A componente da ferrovia é uma questão importante. Há vários anos que são anunciados investimentos para esta área que têm acabado por não se materializar e seria importante que tivessem início o quanto antes, porque são projectos que demoram a concretizar-se», apontou, frisando ainda assim que as infra-estruturas, de um modo geral, «são excelentes».

Estabilidade «legal e laboral» são essenciais, frisou Raúl Magalhães

A estabilidade sócio-laboral e jurídica foi outro dos pontos focados pelo presidente da APLOG: «Será também importante garantir que do ponto vista legal e laboral exista estabilidade. As constantes alterações nestas matérias não deixam ninguém confortável, nem cidadãos, nem empresas, nem investimento estrangeiro. Não podemos estar permanentemente a mudar as regras do jogo», explanou, dando o exemplo dos portos: «No caso dos portos, por exemplo, é preciso perceber que num ambiente altamente competitivo, como temos hoje, qualquer empresa que tenha um problema com um porto em Portugal descarrega facilmente em Espanha. Com situações de instabilidade podemos perder clientes, nos portos e não só».

«Do ponto de vista fiscal, a situação não é muito diferente. Aquela tentação de criar taxas e taxinhas e fazer alterações de orçamento para orçamento devia ser evitada. As empresas reagem muito mal a estas situações, porque hoje têm margens pequenas e precisam de um horizonte para planear bem as operações, ou a comparação com outras realidades acaba sempre por ser penalizante», completou Raúl Magalhães.

Foto: APLOG

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