Raul Magalhães tomou posse como Presidente da APLOG e falou de um mundo cheio de desafios

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A nova Direcção da APLOG (Associação Portuguesa de Logística), presidida por Raul Magalhães (em representação do Modelo Continente Hipermercados), tomou posse na passada sexta-feira, numa cerimónia realizada no Hotel VIP Executive Art’s, em Lisboa.



A cerimónia contou com o incontornável discurso de tomada de posse do novo presidente da APLOG, que substitui no cargo Alcibíades Paulo Guedes, no qual falou dos grandes desafios do sector e da Associação que agora preside.

«Mundo Global veio para ficar», admite novo presidente da APLOG

O discurso de tomada de posse de Raul Magalhães começou com uma «primeira abordagem global», admitindo que «o mundo global veio para ficar». «Pese as recentes ameaças de um maior proteccionismo ou prenúncios de guerras comerciais, a verdade é que o fenómeno da globalização, com maior ou menor velocidade ou intensidade é uma realidade incontornável», acrescentou, lembrando a «emergência de uma área em particular, a Ásia».

Por outro lado, o novo presidente da Associação Portuguesa de Logística realça também o papel da tecnologia, a qual «não só pelos seus extraordinários desenvolvimentos, mas fundamentalmente pela sua acessibilidade, teve e tem um papel fundamental neste cenário».

«Nunca fomos tão globais, mas ao mesmo tempo nunca nos preocupamos tanto e atendemos tão bem o cliente na sua expressão mais individualizada, como na actualidade», concluiu a este propósito.

Geografia portuguesa continua a ser um desafio

O discurso de Raul Magalhães voltou-se depois para a realidade nacional, nomeadamente para os desafios da realidade portuguesa no contexto europeu e mundial. O novo presidente da APLOG recorda o «notável investimento em infraestruturas que foi realizado nas últimas décadas e que nos aproximou ou reduziu as distâncias ao centro da Europa e nos posicionou face ao Atlântico de uma forma competitiva».

porto de sines terminal xxi psa

Ora, nesse contexto, salienta ainda que fenómenos como a globalização e a integração no espaço europeu «permitiu o desenvolvimento e papel relevante dos nossos portos, como por exemplo Sines, assim como o poderá fazer com a ferrovia no médio prazo também no âmbito Ibérico e Europeu».

Pese embora esses desenvolvimentos, Raul Magalhães admite que os «desafios, enquanto país periférico, mantêm-se», enumerando uma série de pontos a trabalhar:  «Evitar tentações relativas à regulação interna em países terceiros que reduzam a livre circulação ou acesso à actividade», dando como exemplo a legislação de transportes ou a Eurovinheta; «A necessidade de conclusão dos eixos Europeus e uma melhor cooperação entre gestores de infraestruturas nomeadamente no ferroviário»; «A melhoria das ligações/interfaces com as plataformas de movimentação de pessoas e mercadorias como os aeroportos/portos e estações ferroviárias centrais»; «Criação de normativos comuns aos países da União Europeia na área das dimensões e capacidades do transporte rodoviário»; «Desenvolvimento de short sea shipping».

«O papel do planeamento, da tecnologia, da colaboração entre entidades, mesmo que concorrentes, nunca foi tão necessário como hoje. A alternativa poderá ser a quase anarquia e inviabilidade dos serviços e das ofertas, assim como pesados custos em sustentabilidade e na qualidade de vida dos cidadãos», conclui a este respeito o presidente da APLOG, lembrando ainda que «fizemos uma grande aposta na tecnologia e inovação que, num contexto de globalização, atenua a fragilidade quer da nossa posição geográfica, quer da dimensão enquanto país».

Os desafios da Logística no mundo actual

Voltando a mira ao sector da Logística, Raul Magalhães admite que «a Logística continuará a ser intralogística, mas é, e será cada vez mais, informação, planeamento, controlo, inteligência».

«O que se pede às empresas hoje e no futuro próximo é serem flexíveis, ágeis, ultra inovadores, tecnologicamente avançados e com serviços centrados no cliente seja B2C ou B2B», acrescenta, vincando ainda que «esta construção e adaptação das empresas aos diferentes ecossistemas de Supply Chain, tirando o máximo partido das tecnologias, levará a transformações organizativas que prevemos e antecipamos, mas ainda não conseguimos descrever e implementar».

«As tradicionais cadeias de valor, estão a transformar-se», refere ainda, admitindo que «a mudança da lógica push para pull é já hoje uma realidade com todas as suas consequências».

«Digitalização, automação, inteligência artificial, big data, IOT… São chavões, mas são também realidades do quotidiano, em alguns casos até quase banalizadas»., conclui o novo presidente da APLOG.

Que papel para a APLOG?

A intervenção de Raul Magalhães terminou com a análise do que considera ser o papel da APLOG nesta realidade que tão bem descreveu. E deu a sua resposta, admitindo que a Associação deve ser um «centro de conhecimento ao serviço de projectos específicos, necessidades identificadas nos sectores e empresas nossas associadas», mas também um «centro de conhecimento dos desenvolvimentos tecnológicos enquanto facilitador de melhoria de processos e do seu redesenho».

A APLOG deve ainda, na sua opinião, antecipar tendências, identificar bloqueios e oportunidades, divulgar boas práticas ou reforçar o network com Associações Sectoriais, Instituições Publicas, Universidades, Institutos, para além da «ligação aos nossos congéneres de países europeus, e outras instituições de prestígio na Logística e Supply Chain».

Por fim, defende que a APLOG deve também participar nas decisões e estudos com impacto directo no sector e na actividade dos seus associados.

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