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Reabilitação da linha férrea de Machipanda, em Moçambique, já decorre a bom ritmo

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De acordo com a publicação ‘Online Notícias‘, de Moçambique, já foi finalizada a reabilitação de pelo menos quinze dos 289 quilómetros da linha férrea de Machipanda, entre Dondo e Mafambisse, em Sofala, num projecto avaliado em 135 milhões de dólares norte-americanos. A linha de Machipanda abrange um total de 317 quilómetros, dos quais 28, entre Beira e Dondo, foram reabilitados no âmbito do projecto da Linha de Sena.

À publicação, Sancho Quipiço Júnior, director da Brigada de Reconstrução da Linha de Machipanda, adiantou que as obras, com a duração prevista de 24 meses, têm como empreiteiro a própria empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), estando em curso o processo de contratação de uma fiscalização independente. Numa primeira fase, decorre a substituição de travessas de madeira por outras, em betão armado, devendo iniciar dentro de dois meses a montagem de novos carris que estão a ser produzidos na Itália. As obras serão concluídas até Agosto de 2021.

O trabalho de fundo implicará a redução das catorze curvas críticas com um raio de aproximadamente 100 metros, entre Revuè e Vumba, para quatro inclinações com 300 metros cada, permitindo assim que os comboios circulem com maior velocidade e segurança. Ao ‘Online Notícias’, Sancho Júnior avançou que até final de Março terá lugar o reforço da carga de balastro e o correspondente ataque, que é o alinhamento da via.

Reabilitação permitirá reduzir tempo de viagem de 18 para 12 horas

Sancho Quipiço Júnior referiu ainda que como impacto no final das obras se pretende que a Linha Beira-Machipanda reduza significativamente o tempo de viagem dos comboios de 18 para 12 horas, diminuir o acentuado nível de descarrilamentos, aumentar capacidade de transporte da via de cerca de 500 mil para três milhões de toneladas por ano, garantir comodidade e segurança do tráfego.

No espectro económico, o objectivo principal é o de reconquistar a carga rodoviária para ferroviária, aumento dos comboios, maior escoamento das mercadorias beneficiando Zimbabwe, Zâmbia e República Democrática do Congo, numa fase que está em curso trabalho de marketing pelos CFM, com vista a trazer mais carga para Porto da Beira, explica ainda a publicação moçambicana.

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