AIVP ratifica objectivos da Agenda 2030 para um evolução sustentável das cidades portuárias

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Durante a realização da assembleia geral, em Riga (na Letónia), a Rede Mundial de Cidades Portuárias ratificou os 10 objectivos da sua Agenda 2030 com vista a um desenvolvimento mais sustentável, responsável e inovador das cidades portuárias, que enfrentam actualmente múltiplos desafios, como o intenso desenvolvimento urbano, o aumento do tráfico de passageiros e mercadorias ou a digitalização da economia.

Objectivos ratificados na assembleia da AIVP, realizada em Riga

A ratificação dos dez objectivos (centrados nas alterações climáticas) por banda da AIVP (organização que reúne os actores públicos e privados das cidades portuárias) tem em vista a resposta aos urgentes desafios climáticos, na persecução de cidades portuárias mais sustentáveis, responsáveis e inovadoras. Os signatários, todos membros da AIVP, comprometeram-se a implementar a Agenda até 2030, estruturada em 10 objectivos:

1. Antecipar as consequências das alterações climáticas.

2. Colocar as regiões porto cidade no centro da transição energética e da economia circular.

3. Melhorar a mobilidade e combater a congestão urbana.

4. Promover diálogo cidades-portos para consolidar a investigação no desenvolvimento económico e ambiental, além do bem-estar dos habitantes.

5. Investir no desenvolvimento do capital humano nas cidades portuárias.

6. Enaltecer e promover a cultura e identidade única das cidades portuárias.

7. Responder ao desafio da alimentação de qualidade para todos.

8. Facilitar aos habitantes boas condições de habitação e melhorar as suas condições de vida

9. Proteger a saúde dos habitantes e melhorar as suas condições de vida.

10. Restaurar e proteger a biodiversidade aquática e terrestre.

Trinta portos, nove representantes eleitos, treze empresas presentes ratificaram estes 10 objectivos para que sejam apresentados à ONU este ano como contribuição das cidades portuárias para os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. Durante os próximos meses, a AIVP adiantou à Revista Cargo que «irá solicitar ao resto dos seus 180 membros que não puderam estar presentes em Riga para ratificarem a Agenda 2030. Entre estes membros encontram-se as autoridades portuárias de Lisboa e Leixões com quem tem colaborados nos últimos anos».

«Desafios das cidades portuárias não foram nunca tantos e tão complexos»

«Nos portos é onde coincidem os interesses do tráfico marítimo, as tradições pesqueiras e frequentemente as preocupações ambientais. Tenho a certeza de que as operações portuárias podem acompanhar a conservação da biodiversidade, com muitos exemplos extraordinários em diferentes pontos do planeta. Os portos formam parte de contextos e ambientes específicos, por este motivo, estou orgulhoso de que os portos na Letónia estejam a responder de forma mais activa ao desafio da protecção ambiental», declarou, durante o evento, Juris Püce, ministro letão.

Para Philippe Matthis, presidente da AIVP, «os desafios das cidades portuárias não foram nunca tantos e tão complexos. A resposta a estes desafios deve ser colectiva e baseada no diálogo e conhecimento partilhado entre todos os actores: portos, cidadãos e comunidades. Hoje, com o nosso compromisso com estes 10 objectivos, estamos a construir as cidades portuárias do amanhã», declarou também.

Foto: AIVP

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