Regaseificação e reexportação de GNL em Sines: «Estamos a ser pioneiros», declarou Ana Paula Vitorino

Marítimo Comentários fechados em Regaseificação e reexportação de GNL em Sines: «Estamos a ser pioneiros», declarou Ana Paula Vitorino 478
Tempo de Leitura: 3 minutos

Questionada pela Revista Cargo sobre a importância geoestratégica que o Porto de Sines tem no contexto da iniciativa One Belt One Road, a Ministra do Mar, que se reuniu, no porto alentejano, com o Ministro dos Recursos Naturais da China, foi peremptória: «A Rota da Seda, por via marítima, não pode deixar de abranger Portugal». Mas nem só no âmbito do projecto chinês se vislumbram grandes oportunidades para Sines.

«Naturalmente que existem outros projectos para o Porto de Sines com interessados de outras geografias. Sines é um porto aberto e está aberto a todo o tipo de investimentos que cumpram as nossas exigências (ambientais, de eficiência e rigor). Estou certa de que qualquer investimento que venha a ser feito em Sines será um excelente para o país», comentou a líder da pasta do Mar, aos microfones da Revista Cargo.

«Do ponto de vista de Sines e de Portugal, temos uma estratégia que queremos cumprir – temos uma estratégia para o aumento da competitividade dos nossos portos, para o aumento das energias renováveis oceânicas, para o aumento da bioeconomia azul, e, tudo o que vier para cumprir estas nossas estratégias, será bom com certeza. Se for no contexto da nova Rota da Seda, muito bem; mas se for dentro de outro tipo de estratégias, desde que cumpram os nossos objectivos e padrões, também estará bem», acrescentou ainda.

Reexportação para a Europa – Sines pronto para «parcerias» ao nível do GNL

Inquirida sobre o tema do GNL e da sua crescente utilização a nível global (recorde-se que os EUA adensaram o volume de exportações deste produto e o Porto de Sines está na linha da frente para desempenhar o papel de hub de transhipment rumo ao resto do velho continente), Ana Paula Vitorino lembrou que, Portugal participou recentemente «num fórum europeu importante que juntou a Comissão Europeu e EUA precisamente sobre essa matéria, sobre o GNL»: é portanto, um dossier no qual o Executivo coloca várias fichas.

«Mostrámos que, a nível dos Estados-membros da União Europeia, estamos a ser pioneiros nessa matéria, porque, para além da capacidade que já existe em Sines para regaseificação, para liquefacção e para a reexportação, temos a capacidade de aumentar as potencialidades criando capacidade para fornecer navios que utilizam o GNL para locomoção, em vez de fuel. E também temos a capacidade, tal como fazemos para Sines, Lisboa e Madeira, podemos fazer para outras partes da Europa. Ainda ontem foi assinado um protocolo entre o Governo português e o Governo da Polónia, precisamente para dar cobertura a este tipo de parcerias», declarou, recordando uma notícia já adiantada pela nossa publicação.

«Pipeline virtual de ligação de GNL» entre Sines e a Polónia

«Já existem empresas privadas que consorciaram (uma empresa portuguesa e outra polaca) e que poderão fazer um pipeline virtual de ligação de GNL entre Sines e um porto polaco», revelou ainda Ana Paula Vitorino.

Back to Top

© 2019 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com