Regulamentação da IMO 2020 deverá ter impacto de 60 mil milhões por ano, diz Joseph Santo

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Joseph Santo, Managing Director do armador alemão Hapag-Lloyd para a Península Ibérica, adiantou que a nova regulamentação da IMO sobre os níveis de enxofre emitidos pelos navios de mercadorias – e que arrancará já no primeiro dia de 2020 – é o grande «factor de disrupção» da indústria, acima de fenómenos de implicação e repercussões globais, como o Brexit ou a política proteccionista de Donald Trump, presidente dos EUA.

«Estimamos que o impacto, em toda a indústria, atinja os 60 mil milhões de dólares por ano, nos primeiros anos após o dia 1 de Janeiro de 2020. É muito dinheiro. Quando os preços do combustível estabilizarem, poderemos de facto estar a falar de impactos de 60 mil milhões anuais, dependendo da assunção de que o diferencial de preço é de 250 dólares por tonelada», observou o responsável da transportadora marítima durante o evento ‘‘New MARPOL Regulations: How Will Shipping be Affected?‘, realizado no passado dia 19 de Setembro, no Centro de Congressos de Lisboa.

Ao analisar o desafio de cumprir com as novas regulamentações impostas pela IMO para 2020, Joseph Santo centrou o ónus da responsabilidade nas refinarias, que deverão preparar-se para apresentar ao mercado do Shipping uma oferta suficiente no que toca a combustíveis de muito baixo teor de enxofre. Caso tal aconteça, salientou o responsável da Hapag-Lloyd, os armadores não terão quaisquer problemas em fazer uma transição suave.

«Nós, na Hapag-Lloyd, costumávamos ter várias sobretaxas de bunkering – passámos a simplificar isso, criando uma única e simples sobretaxa, chamada Marine Fuels Recovery Charge. Tentámos criar uma taxa transparente, o mais neutral possível: sobe quando o preço do combustível sobe, e desce quando este também desce. O nosso negócio não é ganhar dinheiro com combustíveis. Esta taxa é calculada tendo em conta o consumo do navio e o preço médio do combustível no mercado. Logo, esta taxa depende muito da disponibilidade dos novos combustíveis a partir de 1 de Janeiro de 2020. Se existirem em quantidades suficientes e de acesso fácil, óptimo. Se não, teremos todos um desafio em mãos», declarou Joseph Santo.

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