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Relatório da Ken Research projecta lucros de 30 biliões para o sector logístico português até ao final de 2024

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A Ken Research é uma das mais respeitadas agências de produção e divulgação de estudos compreensivos de mercado da actualidade, que trabalha com algumas das maiores empresas do mundo e que fornece soluções analíticas para vários sectores económicos. Em 2019, a analista de mercado Nishika Chowcharia publicou um relatório Ken Research em que abordou o futuro do sector logístico português e no qual previu lucros na ordem dos 30 biliões de euros (pelo menos a partir de 2024). A previsão tem como base o crescimento económico do sector que se tem registado desde 2016, tendo também em conta o apoio do Governo Português no estabelecimento de novas infra-estruturas, assim como o crescimento do mercado interno de consumidores, particularmente no que toca ao comércio digital.

Embora o relatório não tenha em conta certos aspectos de ordem sócio-política, como o actual período excepcional de confinamento que hoje vivemos, a Ken Research não deixa de referir factores como o Brexit, que pode vir a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento do sector logístico português. Apesar dos vários desafios externos que se colocam ao futuro do sector, a Ken Research aponta para um crescimento positivo no mercado de logística e armazenamento em Portugal, sendo que a indústria se viu potenciada por diversos projectos estruturais que ocorreram entre 2016 e 2018, alguns dos quais financiados pelo Estado. No relatório, a investigadora da Ken Research Nishika Chowcharia menciona a aposta em infra-estrutura de transporte, as renovações do porto de Leixões e do terminal de Sines, e a modernização do sector ferroviário como principais causas para o crescimento do sector no final da década passada.

Serviços de correio e parcelas em destaque no relatório da Ken Research

No relatório da Ken Research pode-se encontrar uma análise detalhada de cada ramo da indústria logística em Portugal, sendo que o ênfase vai para os serviços de correio e parcelas e para os contratos de terceiros, que têm sido explorados com grande sucesso por empresas como a Rangel. Outro grande destaque vai para o comércio digital, que tem sido impulsionado pelo crescimento aritmético do mercado de consumidores interno, bem como pela tendência para o aumento do número de pedidos de entregas; uma realidade que se torna ainda mais relevante tendo em conta o actual contexto social que hoje vivemos. De acordo com a Ken Research, os serviços de correio e parcelas beneficiaram de números positivos no período entre 2013 e 2018 devido ao advento do comércio digital e dos pedidos de entrega rápidos. Como Portugal é um país pequeno, no qual é possível uma distribuição rápida de bens, os serviços de correio e parcelas funcionam de forma bastante eficaz e são por isso muito atraentes do ponto de vista do consumidor. A dominar este sector encontram-se todo o tipo de bens, sendo que os destaques vão para produtos como roupa, bens de retalho, brinquedos, e outros domínios de lazer.

O relatório menciona ainda a aposta nas infra-estruturas ferroviárias portuguesas, destacando as linhas de ferro como o meio de transporte mais barato em Portugal, seguido imediatamente do transporte marítimo e do transporte aéreo. Ainda assim, o sector logístico português continua a ser dominado pelo transporte rodoviário, que é potenciado pelas características únicas do país. Com um sistema de auto-estradas eficiente e uma crescente consciencialização ambiental, Portugal parece equipado para se integrar com autoridade nas linhas de comunicação europeias, que se têm aproximado cada vez mais do continente asiático e de outros grandes mercados mundiais.

De casinos em Cabo Verde até eventos desportivos: o mercado de logística de terceiros em Portugal

Para além do mercado interno de entregas e do comércio digital, a Ken Research destaca outro sector em que a logística portuguesa se tem mostrado forte: os contratos de terceiros. Os serviços logísticos de terceiros são cada vez mais habituais no mercado actual, sendo que empresas como a supracitada Rangel têm desempenhado um papel muito importante para o seu crescimento. Em 2020, a empresa garantiu o contrato da Volta a Portugal 2020, em que participará como operador logístico. Mas a Rangel tem vindo a aumentar a sua reputação e capital pelo menos desde 2018, altura em que mereceu a confiança da marca Hilton, que abriu o seu primeiro hotel em Cabo Verde.

Graças à Rangel e à Hilton, os cabo-verdianos e turistas podem agora jogar no casino e dormir num estabelecimento de 5 estrelas com uma reputação internacional. O Casino Royal de Cabo Verde revelou-se um sucesso, e ajudou a demonstrar que empresas como a Rangel podem encontrar novas soluções de mercado fora de portas.

A Rangel foi apenas uma das várias empresas de logística citadas no relatório da Ken Research, que inclui ainda a DHL Portugal, a Abreu Cargo, a TAP, a DB Schenker, a FedEx, a CEVA Logistics, ou a UPS Express. De acordo com a agência de investigação de mercado, o sector logístico e de armazenamento em português deve obter uma facturação na ordem dos 30 biliões a partir do ano 2024.

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