Paragem do corredor Reno-Alpes ‘entope’ Porto de Roterdão

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A importante artéria ferroviária que conecta Roterdão a Basileia e Milão – via Duisburgo – foi encerrada por tempo indefinido no passado dia 12 de Agosto, e, menos de uma semana depois do contratempo, são já vários os apelos para que a situação seja resolvida, numa das conexões mais cruciais no contexto do transporte ferroviário de mercadorias europeu. Na origem do encerramento está a subsidência (fenómeno geológico) de terrenos no sudoeste da Alemanha, factor que foi decisivo para a interrupção do funcionamento da ligação. Para piorar a situação, as habituais rotas de desvio na Alemanha foram também desactivadas devido a trabalhos na linha.

Corredor Reno-Alpes num impasse sem fim à vista

A desactivação da linha ferroviária e as restantes obstruções resultam, assim, numa total paragem do transporte de mercadorias no corredor Reno-Alpes, sem resolução à vista. Centenas de comboios de mercadorias têm sentido os efeitos deste impasse, numa problemática que se revela transversal: os contratempos atingem toda a cadeia de abastecimento, desde produtores, transportadores, distribuidores a consumidores. Os prejuízos fazem-se sentir a ponto de transportadores de carga, operadores intermodais e até mesmo o Porto de Roterdão apelarem à urgente resolução do imbróglio, sob pena de estar em causa «a acessibilidade ferroviária competitiva ao ‘hinterland’ europeu para Roterdão e Países Baixos», alerta o porto neerlandês em comunicado.

«Paragem a longo prazo não é opção», avisa Porto de Roterdão

Deixando claro que «a paragem a longo prazo não é uma opção», a infra-estrutura portuária (uma das mais produtivas e movimentadas da Europa) expressou a sua preocupação à gestora da rede ferroviária alemã, DB Netze, pedindo à companhia que encontre, em consonância com a gestão do Corredor Reno-Alpes, uma solução temporária que permita reatar o tráfego de mercadorias. Para o porto, é essencial «implementar um eficiente e rápido plano de emergência e informar todas as partes», já que esta «significativa obstrução na aorta do transporte ferroviário de mercadorias na Europa» exige, segundo afirma o Porto de Roterdão, «melhorias fundamentais, tanto na coordenação internacional de trabalhos de engenharia como na qualidade de planos de contingência».

Na parte final da mensagem veiculada pelo Porto de Roterdão, a plataforma relembra que «o transporte ferroviário de mercadorias é essencial para conectar os portos, os terminais, o comércio e a indústria com o ‘hinterland’ e para o ‘ecologização’ do transporte de mercadorias. Para tal, é essencial a existência de uma rede ferroviária europeia de alta disponibilidade e confiável. A intervenção rápida e eficaz dos gestores de redes ferroviárias é essencial para o futuro e para salvaguardar a reputação confiável do transporte ferroviário transfronteiriço».

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