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Reserva Federal de NY desaconselha política comercial de Trump e dá exemplo chinês

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A guerra de tarifas entre os EUA e a China continua a gerar natural burburinho, e, agora, é a Reserva Federal do Banco de Nova Iorque a dar voz aos alertas sobre os efeitos nocivos da política de Donald Trump em matéria comercial – a entidade afirmou que a escalada das guerras comerciais aumentará o custo de produção dos bens (destinados à exportação) e tornará as exportações dos EUA menos competitivas.



Aumento de tarifas: Reserva Federal coloca os efeitos positivos e os negativos na balança

Os analistas da Reserva Federal do Banco de Nova Iorque examinaram a hipótese de o aumento das tarifas conduzir à descida das importações e assim levar ao restabelecimento do equilíbrio no deficit comercial dos EUA; no entanto, explicaram, esse mesmo aumento é bem mais passível de incrementar os custos de importação, o que pode afectar negativamente os produtores americanos nas suas exportações, anulando- assim os (supostos) efeitos positivos das tarifas no deficit.

Os países que reduziram, gradualmente, as tarifas experimentaram, explica o documento, um aumento no crescimento das importações e das exportações, recordando o exemplo da China, que em 2001 ingressou na Organização Mundial do Comércio (OMC) e reduziu sua tarifa média sobre as importações em 40%: o resultado foi mais de 25% de crescimento nas importações e exportações nos cinco anos seguintes, relata o documento.

Volumes transportados subiram…mas efeito poderá ser contingencial

A ebulição internacional provocada pelo discurso inflamado de Trump e pelas respostas da China (e, a certa altura, de Canadá e União Europeia) aumentou o stress sobre a cadeia de abastecimento, induzindo os retalhistas a acelerar importações provenientes dos EUA antes da aplicação das medidas – o Porto de Los Angeles, por exemplo, informou que os volumes movimentados aumentaram 4,6% em Julho, resultado desse comportamento. No entanto, tal alteração será contingencial, sendo expectável uma constrição futura a esse nível caso os custos de produção continuem a aumentar.

Reserva de Nova Iorque dá China como exemplo a seguir

Para a Reserva Federal de Nova Iorque, a política tarifária de Trump não parece ser o caminho certo para o sucesso comercial. E, através do exemplo da China, a entidade explicou porquê: «baixando as suas próprias tarifas sobre produtos importados, a China reduziu seus custos de produção e aumentou a produtividade, permitindo que empresas chinesas entrassem no mercado de exportação dos EUA e competissem com outras empresas».

«Com uma queda nos custos de produção, as empresas chinesas cobraram preços mais baixos sobre os produtos exportados para os EUA e aumentaram suas participações no mercado norte-americano. Uma grande parte dos ganhos de participação de mercado resultou de novas variedades de produtos exportados pelas empresas chinesas que entram no mercado de exportação dos EUA», acrescentou.

China e EUA reunirão no final do mês

Um aumento nas tarifas pode levar ao cenário oposto, na China como nos EUA, alertou a Reserva. Para evitar esse cenário, uma delegação chinesa viajará para os EUA no final deste mês para discutir este complexo dossier.

Ao que a Revista Cargo pôde apurar, o comércio total dos EUA com os países estrangeiros foi de 5,2 biliões de dólares em 2017 – 2,3 biliões em exportações e 2,9 biliões em importações de bens e serviços. Os EUA foram o terceiro maior exportador do mundo e o segundo maior importador.



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