Porto de Lisboa

Retoma no Porto de Lisboa: a cronologia do sucesso

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O ano de 2017 tem sido, indubitavelmente, sinónimo de uma nova era na vida do Porto de Lisboa – de cara lavada e pronto para o duro combate marítimo-portuário que a competitividade da economia global acentua, a infra-estrutura portuária da capital portuguesa trocou a instabilidade pela retoma, sendo os últimos dados da AMT o límpido reflexo dessa transformação.

Entre Janeiro e Maio, o Porto de Lisboa registou um crescimento muito significativo na movimentação de contentores (+53,4%), uma recuperação expressiva no segmento dos Granéis Sólidos (+23,7%) e até uma performance sólida no que toca aos Granéis Líquidos (+10,5%).

Estes resultados traduzem a recuperação levada a cabo pelo Porto de Lisboa durante os cinco primeiros meses de 2017, fruto de uma reestruturação operacional transversal a todos os agentes que integram a esfera funcional do porto da capital. A Revista CARGO faz, neste artigo, uma viagem pela auto-estrada da memória recente, juntando as peças de um ‘puzzle’ que retrata o Porto de Lisboa como um renovado e revitalizado player da cena marítimo-portuária nacional. Coloquemos, então, os cintos de segurança, e relembremos os passos que nos trouxeram aqui.

Refeito do tumulto, Porto de Lisboa atacou a retoma com fulgor

Refeito da instabilidade sócio-laboral que o estagnou, o Porto de Lisboa teve um fim de 2016 auspicioso e, quando 2017 já sentia os ares frios de Fevereiro, o porto da capital já dava sinais de retoma: nos dois primeiros meses do novo ano, a estrutura portuária havia crescido 17,3% face ao período homólogo e a Revista CARGO assinalava a «remontada»: «o Porto de Lisboa cresceu em todos os segmentos. 11,2% na Carga Geral, 12% nos Granéis Sólidos e uns exponenciais 59,8% nos Graneís Líquidos». Nos contentores, o crescimento chegou aos 12,3%. Os indicadores positivos voltariam a surgir no balanço do primeiro trimestre do ano.

«O Porto de Lisboa continua a sua tendência de crescimento, que começou ainda no ano de 2016. E o início de 2017 reforçou a recuperação do porto da capital, como agora se pode ver no crescimento obtido no primeiro trimestre», escrevia a CARGO a 20 de Abril; os dados da AMT comprovavam a retoma, com o Porto de Lisboa a crescer 10% na movimentação de mercadorias face ao mesmo período de 2016, com destaque para a forte subida registada nos Granéis Sólidos (+70%); o resultado (animador também no âmbito da carga contentorizada) foi encarado pela APL como um reforço «da posição do Porto de Lisboa como elo fulcral ao serviço das empresas exportadoras nacionais».

Para trás ficou a figura do «patinho feio das estatísticas»

Os dados estatísticos corroboravam a retoma do porto e as declarações dos agentes decisores elogiavam-na: «O Porto de Lisboa está a deixar de ser o ‘patinho feio’ das estatísticas», afirmava a Ministra do Mar durante o mês de Maio, no seminário ‘Porto de Lisboa: desafios e afirmação’, promovido pela Comunidade Portuária de Lisboa (CPL). Dias antes, já Rui Raposo – presidente da CPL – dissertava sobre o «objectivo essencial» de «relançar o Porto de Lisboa», deixando para trás o «declínio no panorama nacional» vivido anteriormente. Em entrevista dada à Revista CARGO, Rui Raposo aludiu a «uma nova fase do porto», feita de confiança e estabilidade.

Os mais recentes dados da AMT vieram reforçar ainda mais o sucesso da recuperação do Porto de Lisboa, provando que o sucesso operacional não é ainda uma miragem, mas uma realidade bem presente: com o maior crescimento homólogo nacional (+30,3%), o porto da capital movimentou 4.933.162 toneladas até Maio de 2017, assim demonstrando que, com perseverança e estabilidade, o sucesso pode mesmo ser um hábito.

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