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Poderá um acidente fatal atrasar a implementação dos veículos autónomos?

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A corrida à implementação dos veículos autónomos – de passageiros e de mercadorias – poderá ter sofrido um duro revés que venha a atrasar o processo de introdução desta nova tecnologia nas estradas: o atropelamento, e consequente morte de uma pedestre, no estado do Arizona, no passado dia 19, devido a um erro de um veículo da Uber Technologies, levou a marca a suspender de imediato os testes.



Uber suspendeu os testes, Toyota também

O trágico incidente vitimou Elaine Herzberg, de 49 anos – a mulher atravessava a passadeira quando foi colhida por um veículo da Uber que executava testes nas ruas de Tempe, Arizona (local de eleição para testes, devido às suas legislações propícias). O automóvel, ainda que monitorizado por um condutor humano, não parou a tempo de evitar o abalroamento. À decisão da Uber em suspender os testes juntou-se a decisão da japonesa Toyota: «Dissemos aos nossos condutores que tirem um par de dias para que possamos avaliar a situação», revelou ao jornal norte-americano The New York Times um porta-voz da Toyota.

Assim, todos os testes de condução autónoma da Uber foram imediatamente suspensos, de Arizona, passando por São Francisco (na Califórnia), Pittsburgh (na Pensilvânia) e Toronto (no vizinho Canadá). A construtora nipónica parou os testes que vinha realizando em São Francisco e em Ann Arbor (no Michigan); os testes executados em ambientes fechados e controlados continuarão, adiantou a marca oriental.

Acidente que custou uma vida é «grande retrocesso», diz Neama Rahmani

O caso está já a ser investigado pela National Highway Traffic Safety Administration and National Transportation Safety Board norte-americana e muitos analistas defendem que o incidente poderá mesmo fazer tombar a introdução de veículos autónomos nas estradas públicas para o fim da lista de prioridades. À revista ‘Business Insider’, o famigerado advogado Neama Rahmani (presidente da firma West Coast Trial Lawyers) considerou o evento «um grande retrocesso» para as companhias interessadas na introdução da tecnologia.

«Penso que isto irá empurrar para a frente as calendarizações, porque estas questões de segurança têm de ser totalmente apuradas e afinadas, e, claramente, não o foram ainda», comentou Rahmani. O acidente suscitará ainda questões regulatórias no estado do Arizona (e provavelmente noutros com ordenamentos jurídicos similares em relação aos testes de condução autónoma) e poderá colocar em risco a parceria da Uber com marcas como a Volvo Cars e a própria Toyota, ambas futuras aliadas da Uber na implementação da tecnologia.



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