ESPO alerta: revisão da RTE-T deverá reconhecer «os novos papéis dos portos»

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A associação ESPO (European Sea Ports Organisation), representante dos portos europeus, emitiu, na passada Segunda-feira (dia 9 de Setembro), uma declaração na qual se posiciona no contexto do processo de revisão da Regulação 1315/2013 da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), que a Comissão Europeia iniciou (com uma consulta pública) antes do Verão.

ESPO insta a Comissão Europeia a ir para lá da concepção clássica dos portos

A ESPO vinca, na sua missiva, que os portos «são mais do que uma parte da infra-estrutura de transporte marítimo» e, portanto, considera que «as novas orientações da RTE-T devem ser adaptadas, a fim de reconhecerem o papel que muitos portos marítimos desempenham enquanto nós estratégicos multimodais, energéticos e digitais», que excedem em muito o seu «papel clássico» de infra-estrutura de transporte marítimo.

A secretária-geral da ESPO, Isabelle Ryckbost, deixou um pedido directo a Bruxelas: que «examine mais minuciosamente o que podem os fazer portos, não apenas no domínio dos transportes, mas também no que diz respeito à descarbonização da sociedade e à digitalização das cadeias de abastecimento». Tudo isto se deverá reflectir nas directrizes comunitárias, frisou a secretária-geral da ESPO.

Rede RTE-T tem de se adaptar às «novas realidades do mercado»

Para os portos europeus, frisa a ESPO, este processo de revisão deve ser tomado como uma oportunidade para actualizar a rede RTE-T em relação às novas realidades do mercado, novos desafios sociais (clima, poluição do ar, ruído, crescente urbanização); novas necessidades (digitalização, automação, comércio electrónico), e, consequentemente, a «mudança do papel dos portos europeus».

A associação frisa ainda o contínuo processo de cooperação, concentração e aglutinação que o universo portuário tem atravessado: «A nova política da RTE-T deve ter em conta e incentivar estes desenvolvimentos no sector portuário. Os portos europeus acreditam que os clusters portuários deverão ser claramente definidos no quadro da futura política da RTE-T», salientou a ESPO.

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