Pedro Rocha Vieira: objectivos do Bluetech Accelerator são «pilotos concretos, inovação aberta e resultados»

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A apresentação do projecto ‘Bluetech Accelerator’, realizada no passado dia 17 de Julho, contou com a presença de Pedro Rocha Vieira, CEO da Beta-i, companhia já abordada recentemente pela Revista Cargo, no âmbito da mega-iniciativa One Belt One Road.



Ao lado da Ministra do Mar e do Director-geral da DGPM, Pedro Rocha Vieira explicou a iniciativa, os seus fundamentos e os objectivos definidos para a aceleração de projectos, novos modelos de negócios na área portuária e criação de valor num contexto de crescente digitalização, onde as oportunidades ganham contornos inovadores.

Foco nos portos para encontrar clusters «dos principais focos de inovação»

«O foco é muito importante: quando se fala de inovação aberta há que ser focado. Não podemos dispersar-nos e querermos competir em tudo. E convém que estejamos a responder, em termos de horizontes de inovação, àquilo que possa ser mais pertinente para cada um dos players», começou por referir.

«Por isso, o foco nos portos é melhor», por ser mais delimitado e menos vago que o amplo âmbito do Mar, explicou. «Dentro dos portos e da logística portuária, o objectivo é de o sermos ainda mais específicos, e que os parceiros consigam encontrar, entre todos, clusters dos principais focos de inovação, para que consigamos lançar este programa e soluções que possam trazer valor neste contexto», prosseguiu.

«Os benefícios da inovação aberta são, de facto, as possibilidades de estarmos num ambiente seguro de novas soluções de uma forma acelerada, descobrir novas soluções para os desafios que têm e abraçarmos uma lógica de experimentação», comentou o CEO da Beta-i. Para tal, é «importante» a criação de uma zona de experimentação em Portugal, «mais facilitada, mais acelerada menos burocrática», um desenvolvimento que tem sido fomentado pela Ministra do Mar, disse.

Bluetech Accelerator: um «programa global» de «inovação aberta» dividido em 4 fases

O programa, que defende uma filosofia de actuação «aberta e global», está dividido em «quatro grandes fases: a de preparação (perceber quais são os parceiros, os focos de inovação e formalizar o programa para depois o comunicarmos), a fase de scouting, um boot camp onde seleccionamos as startups e uma fase de piloto, onde são escolhidos os projectos que vão, de facto, executar um piloto muito concreto», enumerou.

Na primeira fase, «vamos trabalhar com cada um dos parceiros isoladamente e em workshops conjuntos, para fazermos um reframing dos desafios e, em conjunto, ganharmos mais insights para reformularmos os focos de inovação». A segunda consistirá no scouting, «para conseguirmos identificar várias startups», enquanto na terceira fase serão convidadas «25 startups para um boot camp, uma semana muito intensiva, vamos tentar encontrar um fit entre aquilo que são as soluções e os desafios».

Na última fase, explicou Pedro Rocha Vieira, «define-se um piloto muito concreto, que resolva um problema muito concreto ou que possa, em conjunto com as startups, ir para o mercado e ter novos modelos de negócios».

«O objectivo é a obtenção de pilotos concretos, inovação aberta e resultados. Algo que vá para o mercado e que possa escalar com alguma velocidade», finalizou.



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