Rodrigo Costa (REN): «O nosso papel vai continuar a ser importantíssimo para abastecer o país»

Logística, Marítimo Comentários fechados em Rodrigo Costa (REN): «O nosso papel vai continuar a ser importantíssimo para abastecer o país» 345
Tempo de Leitura: 4 minutos

A visita do Secretário de Estado da Energia dos EUA ao Porto de Sines, no passado dia 12 de Fevereiro, colocou o enfoque em duas infra-estruturas vitais do porto alentejano: o Terminal XXI, pináculo da movimentação de carga contentorizada em Portugal, e o Terminal de GNL de Sines, que, em 2019, fixou um novo recorde de movimentação. À margem da visita, que contou também com a presença do Ministro das Infra-estruturas, Rodrigo Costa, presidente do Conselho de Administração da REN (concessionária do terminal), abordou a importância crescente do terminal.

Terminal de GNL de Sines: um dos «mais eficientes de toda a Europa»

«Faz parte da nossa missão mostrar aquilo que fazemos e aquilo que de bom Portugal tem. Considerado um dos terminais de gás natural mais eficientes de toda a Europa, é para mim e para os meus colegas, um orgulho representar este terminal. O ano passado tivemos um ano recorde em termos de actividade: realizámos 64 desembarque de barcos, praticamente 1,1 barcos por semana, o que é um número extraordinário para nós. Abastecemos o país de 90% do seu consumo de gás natural. Foi, portanto, um ano em que tudo correu bem», comentou, fazendo o balanço de 2019.

«Temos um actividade que é muito exigente em matéria de engenharia, de qualidade e de segurança e conseguimos cumprir a nossa missão. Agora, estamos já a olhar para este ano, com as preocupações normais mas também com a confiança de um trabalho bem feito no passado. Pediram-nos para participar numa apresentação de Sines e de todas as suas infra-estruturas portuárias – este nosso terminal é uma parte importantíssima deste sistema. Há, portanto, um certo de papel de embaixadores e em simultâneo de mostrarmos aquilo que de melhor o país pode oferecer em matéria portuária», acrescentou Rodrigo Costa, já na fase final da visita de Dan Bouillette ao porto alentejano.

«É um porto muito eficiente», ressalvou, ao olhar para a globalidade do Porto de Sines, tendo como pano de fundo o terminal de GNL. «Acabámos de fazer uma visita por todo o sistema portuário, e penso que é extraordinário ver a capacidade, a limpeza, a eficiência que se nota em tudo o que se observa. Acho que se deixou qualquer visitante muito bem impressionado», resumiu, lembrando que «25% do gás que o terminal recebe vem dos EUA. Poderá essa quota aumentar proximamente, à luz deste reforço de relações entre Portugal e os EUA? «A REN é, pura e simplesmente, um operador do terminal e do seu transporte. As transacções de gás dependem dos operadores que o fazem», lembrou.

Gás natural será chave na descarbonização, frisou Rodrigo Costa

«Nós há certa de três ou quatro anos nunca diríamos que viríamos a ter 64 manobras portuárias com barcos aqui, e tivemos. Portanto, no próximo ano, acreditamos que o gás natural continuará a ter um papel muito importante. Com as necessidades e ambições que existem em matéria climática, o gás natural terá um papel fundamental», vincou Rodrigo Costa ao microfone da Revista Cargo. «Acreditamos que aquilo que é o nosso papel vai continuar a ser importantíssimo para ajudar a abastecer o país de gás natural. Depois, o mercado é que funcionará. O que determina se haverá mais barcos ou menos barcos, mais utilização dos gasodutos e não, é o preço do gás. Como há bastante concorrência – é uma concorrência internacional – nós beneficiamos todos. Como cidadãos, todos beneficiamos com isso», respondeu.

Terminal muito perto da sua capacidade máxima

sines terminal gnl renTerá o terminal capacidade para dar resposta ao aumento de procura? «O ano passado tivemos uma actividade muito próxima daquilo que pensamos ser o máximo de capacidade que se pode utilizar. Os tanques estiveram praticamente em plena actividade o ano inteiro, o porto teve também uma actividade muito grande. Não há uma capacidade, com esta infra-estrutura, de ter muito mais actividade. Temos espaço – se for um dia necessário – para expandir, temos capacidade para adaptar todas estas infra-estruturas a outras realidades, como por exemplo, um eventual recurso ao hidrogénio para misturar com o gás natural nas nossas infra-estruturas», respondeu o responsável da REN.

Quanto ao potencial envolvimento da REN no projecto da fábrica de hidrogénio em Sines, Rodrigo Costa não quis adiantar pormenores: «Não nos cabe a nós revelar dados sobre os planos. Os planos estão, neste momento, a ser estudados. Há um conjunto de empresas que está a estudar. O governo teve a iniciativa, e já tem falado sobre a importância que o hidrogénio tem e que pode vir a ter no futuro. Nós estamos bastante envolvidos nas componentes em que somos especialista: transporte e armazenagem, as nossas áreas por excelência», comentou.

Back to Top

© 2019 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com