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Rúben Eiras: Portugal quer criar «cluster competitivo da aplicação digital na área marítima»

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A sessão de lançamento do projecto ‘Bluetech Accelerator’ ocorreu ontem, no Auditório do Ministério do Mar – durante cerca de uma hora, Ana Paula Vitorino (Ministra do Mar), Rúben Eiras (Director-Geral da DGPM) e Pedro Rocha Vieira (CEO da Beta-i) discursaram perante uma sala cheia, introduzindo a temática e explicitando o foco e a amplitude da iniciativa, que promete unir múltiplos quadrantes em torno do estabelecimento de uma Economia do Mar digitalizada, eficiente, desmaterializada, rentável e sustentável.



Enquadrando o foco do ‘Bluetech Accelerator’, Rúben Eiras contextualizou o momento actual que Portugal vive, afirmando ser o ‘agora’ a altura ideal para que o país se catapulte e tome as rédeas da digitalização: devemos, assim, «aproveitar a dinâmica endógena do ecossistema digital em Portugal», para «motivar todo o talento digital e orientá-lo para a programação de soluções inovadoras e maior competitividade para o sector portuário».

Bluetech Accelerator: Criação de «novos modelos de negócio» para fazer a diferença no Shipping

«Em concreto, do que poderemos afinal estar aqui a falar?», perguntou, para depois se lançar na dissertação prática das consequências da iniciativa, respondendo à sua própria questão – «A primeira oportunidade é a criação de novos modelos de negócio e de ofertas utilizando as tecnologias digitais. E não é preciso estar no top-5 dos armadores globais para criar uma tecnologia digital (que não exige tanto capital intensivo como outras áreas da Economia do Mar) e fazer a diferença no mercado do Shipping» através de, por exemplo, «plataformas online para o afretamento de navios», afirmou.

Digitalização do core business seguindo as virtudes do Advanced Analytics

«A digitalização de serviços também cria oportunidades para criação de serviços online com soluções com maiores margens de lucro; a digitalização do core business: introduzir tecnologias digitais para perceber melhor os padrões do negócio», explicou, abordando, de seguida, as potencialidades do Advanced Analytics: «uma análise mais aprofundada dos dados da actividade é importante para ter um perfil mais preciso desses padrões, dos custos do sistema e do seu aperfeiçoamento».

«Temos a oportunidade de fazer a diferença num curto espaço de tempo», afirmou Rúben Eiras

O Bluetech servirá também «para a colaboração intermodal» e para a criação de «um cluster competitivo da aplicação do digital para a área marítima. Isto é a junção de um potencial que é o Mar com aquilo que é o nosso talento competitivo na área do digital: temos a oportunidade para fazer a diferença num curto espaço de tempo. A Maersk já tem um acelerador interno para criação de soluções deste género. Já existe no Porto de Roterdão uma iniciativa a este nível», exemplificou o Director-Geral da DGPM.

Pedro Rocha Vieira fixou a meta: Ter programa capaz de «trazer resultados concretos para as áreas do Mar»

«Este programa acontece num momento único, fantástico, no qual várias coisas convergem para que, de facto, possamos ter um programa que possa operacionalizar e trazer resultados concretos para as áreas do Mar, da Economia Azul, em particular, neste momento, para os portos e da digitalização da Logística Marítima», introduziu o CEO da Beta-i.

«E porque é uma grande oportunidade? Porque temos o Mar como uma grande vocação nacional – a visão do Ministério do Mar tem sido paradigmática de uma visão pragmática de situar Portugal como país relevante no contexto global – e existe um contexto político e económico muito forte, o que está a acontecer no mundo é favorável a Portugal (investidores da China, dos EUA) e faz com que seja cada vez mais possível financiar infra-estruturas estratégicas para que se possa atrair para Portugal projectos relevantes», analisou.

«Somos um dos maiores ecossistemas emergentes a nível global»

«Somos um dos maiores ecossistemas emergentes a nível global» com «grande capacidade para atrair investidores e grande empresas» rumo à «criação de valor», inferiu Pedro Rocha Vieira. «A digitalização traz grandes desafios, novos modelos de negócios e a digitalização da cadeia de valor e das soluções». Mas, para uma implementação harmoniosa e simultaneamente eficaz, «as universidades precisam de ter uma relação mais pragmática com o mercado, e, para isso, acreditamos que a relação directa com as grandes empresas é fundamental. A questão da inovação aberta é um eixo importante porque junta todas as peças», afirmou.

«O programa ‘Bluetech Accelerator’ é exactamente um programa de inovação aberta que pretende reforçar o posicionamento internacional de Portugal e reforçar as vantagens competitivas de cada um dos players nacionais e ser um programa de co-criação de soluções e mitigar algum risco e acelerar esses processos. O tempo urge, temos de fazer bem e com a maior eficiência possível», rematou o CEO da Beta-i.



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