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Rupturas logísticas: Autoeuropa forçada a fabricar viaturas incompletas devido à falta de ‘chips’

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As cadeias de abastecimento começam-se a ressentir fortemente das assimetrias globais que pautam, actualmente, o funcionamento do universo logístico, e, quem sofre, são as empresas e a indústria: que o diga a fábrica da Autoeuropa, em Palmela. A fábrica está a produzir viaturas incompletas devido à carência de semi-condutores, revelou o ‘Dinheiro Vivo‘. Os automóveis terão de voltar posteriormente às linhas de montagem.

Autoeuropa: viaturas aguardam por semi-condutores em Azambuja

ferrovia Porto de SetúbalA crise, generalizada, de chips, que afecta a fábrica que produz automóveis para a Volkswagen – e que decorre das perturbações globais no Shipping – está a fazer com que as viaturas montadas tenham de, mais tarde, voltar à linha de montagem para a inclusão destes componentes, antes de chegaram aos consumidores. Um obstáculo logístico de preocupantes dimensões passível de atrasar significativamente a produção da Autoeuropa.

A recente produção de viaturas incompletas, noticia o ‘Dinheiro Vivo’, já não caberá na Autoeuropa nem no Porto de Setúbal, o que leva a empresa a utilizar outros parques de grandes dimensões nos distritos de Lisboa e de Setúbal, em cadeia vão assim acumulando-se os chamados bottlenecks, que constrangem e atrasam a fluidez das cadeias de abastecimento. Actualmente, a Autoeuropa está a utilizar as instalações da SIVA, na Azambuja, onde centenas de unidades aguardam pelos semi-condutores. Haverá um total de 17 mil unidades que estão a ser produzidas sem todas as peças.

A fábrica precisa agora de estabilizar os índices de produção, equacionando, actualmente, alargar a habitual paragem do mês de Agosto, e adicionando mais uma semana à pausa. Ainda antes da pausa, os 5.200 funcionários da fábrica vão receber um bónus de 500 euros. Refira-se que a falta de componentes tem vindo a afectar várias unidades de produção ligadas ao sector automóvel. Também a fábrica da Bosch, situada em Braga, que produz sistemas de segurança e multimédia para várias marcas automóveis, tem sido afectada pela escassez de semicondutores.

Recorde-se que esta crise já havia sido analisada por Mário de Sousa, CEO da empresa Portocargo – O empresário abordou, recentemente, o panorama actual do comércio global, reportando que se vivem momentos caóticos onde «faltam contentores, navios, chips»: no fundo, «falta tudo».

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