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Rússia pondera atrasar adopção internacional da ‘Sulphur Cap’ da IMO

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A Rússia, um dos maiores produtores globais de combustível de navios, pondera seriamente atrasar a adopção local das novas regras da IMO que visam elevar os esforços da indústria do Shipping para um outro nível, rumo a uma maior sustentabilidade ambiental. Depois das dúvidas da Indonésia, é agora a vez de uma das maiores potências mundiais analisar o cumprimento da chamada Sulphur Cap.

Enquanto os armadores e operadores de todo o mundo se preparam para alterar o seu paradigma energético, passando a optar forçosamente por combustíveis com muito baixo teor de enxofre (ou por opções, menos generalizadas, como os scrubbers ou GNL) a partir de 1 de Janeiro de 2020, a Rússia pondera não seguir, de imediato, tais imperativos – pelo menos em território nacional. Quem o diz é o Ministro da Energia russo.

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Em declarações prestadas à ‘Bloomberg’, Alexander Novak revelou que o país deverá adiar a implementação destes novos padrões da IMO – ao que tudo indica, este adiamento estender-se-á a quatro ex-repúblicas soviéticas até 2024. Novak explicou que as novas regras de enxofre «conduzirão a um forte  aumento no preço do combustível para a frota fluvial e embarcações fluviais, que operam principalmente nas águas territoriais da Rússia».

À ‘Bloomberg’, Novak explicou que os ministérios da Energia e do Transporte procuram assim «impedir uma maior pressão financeira sobre os armadores do país». No entanto, garantiu o governante, a Rússia cumprirá os padrões da IMO 2020 em águas internacionais. Este possível atraso afectaria a União Económica da Eurásia (com cinco membros), que também inclui o Cazaquistão, Quirguistão, Bielorrússia e Arménia.

Justificou ainda o ministro da Energia que esta medida de adiamento apoiaria o preço e a procura (a nível doméstico) por fuel oil com alto teor de enxofre, impulsionando financeiramente as refinarias do país. O potencial atraso também liberaria fuel oil com baixo teor de enxofre para exportação, possivelmente pressionando os preços internacionais para o combustível compatível com a nova legislação da IMO.

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