Safedrone: Indra lidera consórcio que visa «facilitar a irrupção dos drones» em áreas urbanas e rurais

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O projecto europeu Safedrone já está no ar: este projecto, explicou a Indra à Revista Cargo, «contempla uma das maiores demonstrações de voo a realizar na Europa,até à data, com drones e aeronaves convencionais a partilhar o mesmo espaço aéreo a baixa altitude», afirmou a referência digital, através de uma missiva à qual acedemos.

Safedrone estende a passadeira (aérea) para a «irrupção dos drones nas cidades», revela a Indra

O Safedrone tem como objectivo facilitar a irrupção dos drones nas cidades e em ambientes rurais para prestar todo tipo de serviços na próxima década – entre eles, claro, está a solução de transporte aéreo de curta distância, um trunfo que tem vindo a ser explorado e desenvolvido por grandes empresas globais, como a Google.

Financiado pela União Europeia, o projecto está a ser promovido por um consórcio liderado pela Indra e integrado pelo Centro Avançado de Tecnologias Aeroespaciais, a Israel Aerospace Industries, a Unifly, a Universidade de Sevilha, ENAIRE (empresa pública de serviços de navegação e gestão do tráfego aéreo de Espanha) e a CRIDA (Centro de Referência de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em ATM).

Ensaios serão realizados em Jaén, Espanha

Serão desenvolvidos serviços inovadores —que constituirão o futuro ‘U-space’ — que permitirão o acesso dos drones ao espaço aéreo que dista desde o chão até 120 metros de altitude. As demonstrações realizadas com o Safedrone ajudarão a definir o contexto operacional destes serviços. Para os exercícios serão utilizadas oito aeronaves de diferentes tipos — drones e aeronaves ligeiras de asa fixa e rotativa— a voarão mesmo tempo e no mesmo espaço. Todos os ensaios e voos serão realizados no Centro de Voos Experimentais ATLAS, localizado em Vilhacarrilhona, província de Jaén em Espanha.

Digitalização do U-Space

Manter um nível de segurança nas operações aéreas a uma altitude muito baixa requer um elevado nível de digitalização e automatização de um grande número de funções. O projecto Safedrone «pretende definir e detalhar tanto serviços prévios ao voo (registo electrónico, identificação electrónica, planeamento e aprovação de voo) como serviços em voo (‘geolimitação’, seguimento de voos, informação dinâmica do espaço aéreo e tecnologias automáticas para detectar e evitar obstáculos)», aprofundou a Indra.

Os conceitos e tecnologias utilizadas serão propostos aos diferentes organismos estandardização, como a Organização Europeia de Equipamento de Aviação Civil (EUROCAE), a Associação Global de Gestão de Tráfego de Sistemas Aéreos não Tripulados (GUTMA), e as autoridades aéreas reguladoras, como a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) ou a Agência Espanhola de Segurança Aérea (AESA), para proporcionar dados que permitam a integração segura dos drones em operações a baixa altitude.

 

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