SEAL avança com pré-aviso de greve para o Porto de Setúbal; Lisboa também na calha

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O Sindicato dos Estivadores e Actividade Logística (SEAL) entregará esta Segunda-feira (dia 20 de Janeiro) um pré-aviso de greve no Porto de Setúbal. «Os trabalhadores do Porto de Setúbal decidiram avançar com um pré-aviso de greve de duas semanas ao trabalho suplementar para a empresa Sadoport, do grupo Yilport», revelou o sindicato. O mesmo poderá acontecer no Porto de Lisboa.

SEAL denuncia «incumprimento do CCT» por banda da Sadoport

Em declarações à agência Lusa, o presidente do SEAL adianta que os estivadores de Lisboa também poderão, durante o dia de hoje, decidir formas de luta na próxima, «devido ao incumprimento das actualizações salariais acordadas e pagamento de salários em prestações». Em causa está, explicou António Mariano, o «incumprimento do CCT pela empresa Sadoport, do grupo Yilport, o qual recusa cumprir as disposições do CCT que garantem uma distribuição equitativa do trabalho portuário pelos trabalhadores eventuais».

«A greve dos trabalhadores do Porto de Setúbal conta com a solidariedade dos estivadores do Porto de Lisboa que, em plenário realizado na Quinta-feira, decidiram não operar qualquer navio ou carga desviados de Setúbal para Lisboa», acrescentou o dirigente sindical, adiantando que a data do início da greve deverá ser anunciada hoje. De acordo com António Mariano, a Sadoport «não pretende cumprir as referidas disposições do CCT que visam assegurar a distribuição equitativa do trabalho, apesar de ter assinado o acordo laboral, mediado pelo Ministério do Mar».

Porto de Lisboa na mira: «ultimato» na mesa

À Lusa, o dirigente sindical revelou ainda que a situação do Porto de Lisboa também não está a ser fácil para os estivadores que, tendo estes decidido, no passado dia 16, impor «um ultimato» às empresas portuárias, face ao «pagamento de salários a prestações» desde há mais de um ano. «As empresas do Porto de Lisboa não só não estão a cumprir o acordo que previa a aplicação de um aumento salarial de 4% em 2018 e uma actualização de 1,5% em 2019, como estão a pagar os salários a prestações. Ao longo dos últimos 16 meses, os trabalhadores do Porto de Lisboa receberam os salários em 46 prestações, o que consideramos ser uma situação insustentável e que não se pode prolongar», atirou.

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