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SEAL convoca «greve total» de 9 a 30 de Março no Porto de Lisboa

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Em resposta ao anúncio do pedido de insolvência da A-ETPL por parte das empresas de estiva que integram a associação, o sindicato SEAL decidiu, esta tarde, convocar uma «greve total, de 9 a 30 de Março» no Porto de Lisboa.

SEAL endurece posição

«No plenário realizado hoje, os estivadores decidiram prolongar a greve que está a decorrer até 9 de Março, e que está a afectar apenas quatro empresas [que subscreveram uma proposta de redução salarial de 15% e o fim das progressões de carreira automáticas], alargando-a a todas as sete empresas de estiva do porto de Lisboa», adiantou à Lusa o presidente do sindicato, António Mariano.

«As empresas de estiva colocaram a A-ETPL à beira da insolvência através de um processo de gestão danosa. E o tarifário aplicado pela A-ETPL às empresas de estiva, pela cedência de estivadores para a movimentação de cargas, não é actualizado há 26 anos», declarou o líder sindical à Lusa, para quem uma actualização dos preços na ordem dos 5% «bastaria» para «resolver o problema financeiro da A-ETPL».

Recorde-se que, em assembleia-geral, realizada na passada Quinta-feira (dia 20 de Fevereiro), a A-ETPL decidiu, tal como a Revista Cargo oportunamente noticiou, avançar com o pedido de insolvência da associação, face à alegada impossibilidade de encontrar soluções para a sanidade financeira da empresa nas negociações com o SEAL. António Mariano vincou ainda que, na sua visão, tem havido «gestão danosa da A-ETPL».

No passado dia 17 de Fevereiro, também em declarações à Lusa, Diogo Marecos, presidente da A-ETPL, havia explicado a situação financeira precária vivida pela associação: «As empresas de trabalho portuário de Lisboa enfrentam dificuldades financeiras que não lhes permitem corresponder à pretensões do sindicato nem proceder ao pagamento atempado dos salários», confirmou.

«A empresa não tem facturação suficiente para pagar os salários e, com a greve que terá início a 19 de Fevereiro, a situação irá agravar-se e os salários vão continuar em atraso», analisou, à data, o também administrador da Yilport.

Com Lusa

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