Secretário-geral da ONU considera ‘Belt and Road’ uma chance de «desenvolvimento sustentável»

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A realização do Fórum One Belt One Road, ocorrido entre os dias 26 e 27 de Abril, em Pequim, contou não apenas com a participação do Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, como também de outro ilustre português, o Secretário-geral da ONU, António Guterres. O líder da ONU considerou, em discurso proferido no evento, que a iniciativa chinesa poderá ser extremamente útil para muitos países.

Belt and Road «pode trazer benefícios tangíveis para a vida dos diferentes povos»

Para António Guterres, a mega-iniciativa idealizada pelo Executivo chinês, em 2013, ajudará muitos países a alcançarem os seus objectivos de desenvolvimento sustentável, instando-os a «aproveitar bem» as oportunidades económicas e infra-estruturais. «A iniciativa pode trazer benefícios tangíveis para a vida dos diferentes povos», declarou o antigo primeiro-ministro de Portugal, durante a sua intervenção na abertura do Fórum.

O líder da ONU afirmou que «apoiará plenamente» os processos do projecto internacional de lançado pela China que tenham a preocupação com o meio ambiente. António Guterres lembrou que a globalização e a «quarta revolução industrial causaram problemas para boa parte da população mundial» e que o «aumento da temperatura e do nível do mar no planeta» estão a chegar a um nível «sem precedentes».

O projecto internacional, que visa interligar continentes e criar um índice elevado de fluidez no transporte de mercadorias (pelos modos marítimo, ferroviário e até aéreo e rodoviário), tem despertado críticas de vários quadrantes, principalmente no seio da União Europeia – ainda assim, países como Portugal, Itália, Grécia e Espanha serão parte integrante da iniciativa, quer de forma oficial (como Portugal), quer de forma oficiosa (Espanha).

Recorde-se que Portugal e China assinaram, em Dezembro de 2018, um memorando visando a integração de Portugal no projecto e a cooperação comercial entre ambas as nações; a Itália também seguiu as pisadas portuguesas, tendo no horizonte o desenvolvimento portuário; também a Grécia está focada no plano, publicitando a sua valia geoestratégica como uma «ponte» entre o Oriente e o Ocidente (mensagem de Alexis Tsipras).

Foto: “Oslo Forum 2018” by Utenriksdept is licensed under CC BY-NC-ND 2.0

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