Segurança a bordo: sem regulamentação Portugal vai «perder navios para outros registos», avisa SDM

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A Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM) veio ontem a terreiro sensibilizar o Executivo para o tema da «ausência de regulamentação para a utilização de segurança armada a bordo dos navios de bandeira portuguesa» – uma problemática que, explica a entidade, tem vindo a «afastar novos navios e armadores do Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR)» e a forçar a «saída de navios que já estavam registados».



Navios de bandeira nacional e respectivas tripulações correm riscos reais, alerta a SDM

A entidade, que tem a seu cargo a gestão e promoção do MAR, expôs o problema e instou o Executivo a debruçar-se urgentemente sobre os perigos «que correm os navios de bandeira nacional e as suas tripulações», apelando, através de um comunicado, à aceleração do «processo legislativo que permitirá proteger convenientemente os marítimos». Qualquer demora custará caro: «no decorrer de 2018, já saíram ou estão em processo de saída 17 navios de grandes armadores internacionais», alertou a SDM.

Navios e armadores ponderam saída do MAR

«A saída destes navios e armadores, sublinha a SDM, prejudica a imagem de Portugal no plano internacional, a credibilidade alcançada com muito empenho pelo registo internacional Português e, consequentemente, representa perda de competitividade e de receita para a Região Autónoma da Madeira», argumentou a SDM, lembrando ainda que «o aumento do número de ataques piratas nas costas africanas, na América do Sul e na Ásia, preocupa toda a indústria do shipping».

Exemplos recentes comprovam receios, diz a SDM

Os casos mais recentes vêm adensar os receios instalados – a SDM exemplificou com os últimos ataques, quer «ao graneleiro do armador suíço Massoel Shipping,MV Glarus» quer «ao navio grego Pantelena». Recorde-se que o primeiro «navegava Sábado passado em águas territoriais da Nigéria, com 19 tripulantes a bordo dos quais 12 foram sequestrados», ao passo que o segundo foi atacado «a cerca de 40 milhas náuticas de Liberville, capital do Gabão», no mês de Agosto, redundando no sequestro de 17 marítimos durante nove dias.

Estes «são dois dos casos mais recentes que elevaram a preocupação do sector, para além da situação do Golfo da Guiné actualmente conhecido como um hot spot da pirataria marítima internacional», constatou a SDM.



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