Setúbal ainda sem acordo: SEAL pretende aumentos na ordem dos 29%, relata a Operestiva

Marítimo Comentários fechados em Setúbal ainda sem acordo: SEAL pretende aumentos na ordem dos 29%, relata a Operestiva 363
Tempo de Leitura: 2 minutos

Está (ainda) distante o acordo entre empresas e estivadores para um contrato colectivo de trabalho no Porto de Setúbal: dia 8 de Maio, era o prazo limite para a obtenção de um desfecho positivo, mas, mais uma vez, esse prazo foi prolongado, agora para dia 22. No dia seguinte, adiantou o SEAL, a entidade sindical realizará um plenário «para que se avaliem colectivamente os resultados finais conseguidos no âmbito deste processo negocial»

O processo de negociação tem-se arrastado desde o primeiro prolongamento do prazo – a paz social chegou ao porto sadino no dia 14 de Dezembro, e, a partir dessa data, foi fixado uma janela temporal de 75 dias para que o acordo fosse alcançado. Sem sucesso, uma vez que se sucederam as extensões a esse limite temporal. O acordo firmado em Dezembro, recorde-se, previa a passagem a efectivos de 56 trabalhadores precários.

Aumentos pretendidos pelo SEAL colocam em risco «a viabilidade económica das empresas», diz a Operestiva

Em comunicado, a Operestiva (empresa de trabalho portuário de Setúbal) garantiu que «as empresas portuárias tem feito todos os esforços para obter um contrato colectivo de trabalho, tendo através das suas Associações, reunido com o Sindicato SEAL em 15 ocasiões desde Janeiro de 2019». Apesar de todos os esforços, constata, «voltou a não ser possível obter o acordo» com o sindicato em questão.

«As empresas do Porto de Setúbal apresentaram várias propostas de conteúdo do contrato colectivo, entre as quais se contavam o modelo de progressão na carreira para todos os trabalhadores portuários efectivos, e aumentos salariais para os trabalhadores que não foram admitidos após 13 de Dezembro», adiantou a Operestiva- mas a intransigência do SEAL, vinca, voltou a impedir o acordo.

«O único obstáculo à conclusão de um contrato colectivo foi mais uma vez a divergência em relação ao que pode ser um aumento razoável das condições remuneratórias, sem colocar em risco a viabilidade económica das empresas. Foram apresentadas ao Sindicato SEAL vários aumentos salariais, o último dos quais de 8%. O Sindicato SEAL não aceitou os aumentos propostos», relata a empresa.

A exigência inicial do sindicato fixou-se nos 40% (equivalente «a cerca de 600.00 euros de aumento mensal por cada trabalhador»), estando, agora, nos 29%, adiantou a Operestiva. As negociações prosseguirão no próximo dia 22 de Maio, dia para o qual está prevista nova reunião entre as partes.

Back to Top

© 2019 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com