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Sines abraça a transição energética e está pronta para receber grandes projectos de hidrogénio

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Sines está pronta para ser o pólo agregador de novos mega-projectos energéticos, principalmente, em torno do tão ansiado hidrogénio – quem o garante é Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara Municipal de Sines. Neste contexto, o porto alentejano e a Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) serão instrumentos essenciais na captação de novos negócios ligados ao domínio energético.

Sines está pronta para dar abrigo aos grandes projectos anunciados para o hidrogénio verde, que envolverão os municípios vizinhos nomeadamente na produção de energia solar. «Novidades» estarão para breve, adiantou o autarca à Lusa. Nuno Mascarenhas admitiu já a realização de «algumas reuniões», lembrando neste contexto, que a aposta no hidrogénio verde faz parte de uma estratégia que o Governo português tem de atingir a neutralidade carbónica em 2050, e será instrumental para a meta de diminuição dos gases com efeito de estufa.

Sines será instrumental na ascensão do hidrogénio verde em Portugal

«Naturalmente que o hidrogénio tem aqui um papel importantíssimo e nós temos acompanhado, desde que o Governo aprovou a Estratégia Nacional para o Hidrogénio, de perto esta temática. Temos tido contacto por parte de alguns investidores, que pretendem instalar em Sines algumas unidades, mas neste momento não passam de intenções, não temos dados em concreto», declarou, em entrevista concedida à Lusa. O hidrogénio verde produz-se fazendo passar energia pela água através de um catalisador e porque essa energia tem de ser de fontes renováveis são precisos muitos painéis solares – para tal processo serão necessárias «áreas enormes», explicou o autarca – a ZILS poderá ser crucial neste aspecto.

Sines Nuno MascarenhasPor não ser um município de grandes dimensões, será necessária coordenação e mutualismo estratégico na região – «Existe de facto um trabalho que está a ser feito, coordenado pela secretaria de Estado da Energia, e estamos em crer que dentro de relativamente pouco tempo deve existir novidades relativamente a esta matéria», adiantou. Sines, revelou, tomou medidas para evitar que o concelho fosse submerso por painéis solares, ainda que mesmo assim existam muitas áreas disponíveis, num total de dois mil hectares, que podem ser usados para instalar centrais fotovoltaicas.

No que toca às energias renováveis, Nuno Mascarenhas desvendou que existem «em carteira» perto de uma dezena de projectos, alguns praticamente aprovados, outros em vias de licenciamento. Mas porque quer mais desenvolvimento para o concelho, ao autarca não lhe bastam centrais fotovoltaicas, diz que os painéis solares devem ser mesmo produzidos em Sines. «Estamos a falar com várias empresas nesse sentido, e os projectos neste momento que estão em causa são projectos muito interessantes. Alguns de produção de hidrogénio, outros que também produzem amoníaco, e todos eles são importantes para substituir aquilo que foi o encerramento da central termoeléctrica», rematou.

Fonte: Lusa

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