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Sines apresentou Plano Estratégico: abre-se o novo ciclo de um porto virado «para o mundo»

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Ocorreu esta manhã (dia 30), no auditório da APS, a apresentação do Plano Estratégico do Porto de Sines – o líder de movimentação de carga em Portugal plasmou, na sua visão para o futuro, a transformação de paradigma energético que já atravessa, à boleia do processo de descarbonização, e fixou metas de evolução no tráfego de cargas no hinterland ibérico, assim preparando um futuro onde não terá que depender do portentoso índice de transshipment contentorizado e, claro, dos produtos energéticos. O Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, marcou presença na sessão.

Os ciclos de evolução e o desafio de uma nova era no Porto de Sines

O Porto de Sines tem dado um «contributo inegável em prol da economia nacional» e está, agora, perante uma nova fase da sua existência, realçou José Luís Cacho, presidente da APS, durante o discurso de abertura. Tendo arrancado com «o desenvolvimento de um pólo industrial energético» tendo «um papel essencial para o complexo petrolífero e petroquímico, servindo de porta marítima à maior refinaria do país», Sines evoluiu para um segundo ciclo pautado pela aposta nos contentores: a primeira diversificação de carga, que catapultou o porto para a liderança.

O novo milénio trouxe novas cargas a Sines: o porto «abriu-se ao mundo» com a PSA e o Terminal XXI, «procurou novos mercados, modernizou-se, cresceu e afirmou-se como um hub de referência no cruzamento das principais rotas comerciais», frisou José Luís Cacho. O crescimento exponencial neste segmento permitiu que, actualmente, Sines receba alguns dos maiores navios do mundo, servindo «rotas intercontinentais», e, em sintonia com a aposta no «desenvolvimento da linha férrea», apostando progressivamente no reforço do «seu hinterland», fomentando a «competitividade».

O ano de 2020 é a antecâmara de um novo ciclo: «A ambição e as expectativas criadas só poderão ser alcançadas se alicerçadas, de forma coerente, num novo ciclo de desenvolvimento do Porto de Sines e que a actual crise pandémica e a opção pelas energias renováveis apenas veio, em nossa opinião, antecipar», declarou, enaltecendo a «resiliência operacional» do porto durante a crise, «registando, à data de hoje, um crescimento homólogo de 8%, na carga contentorizada e um ligeiro decréscimo global da ordem dos 2%, fruto da progressiva descarbonização da economia». As metas estratégicas, realçou, incluirão «a diversificação da actividade, a captação de novos mercados, a digitalização e a descarbonização».

Descarbonização e novas fontes energéticas: Hidrogénio fará «parte do futuro»

No plano energético, «a opção por novas fontes energéticas renováveis – como o hidrogénio – terão de fazer parte do futuro do porto e da sua região», adiantou José Luís Cacho, sendo essencial, neste aspecto, «a experiência já adquirida no terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL)». Na sua intervenção, o presidente da APS frisou que o plano foi gizado «num período particularmente complicado», em interacção com cerca de «280 players ibéricos e internacionais», sob a coordenação de Álvaro Nascimento e da sua equipa do Centro de Estudos da Católica Porto Business School.

Com uma perspectiva de «o porto dentro do porto», preparar-se-á Sines para ser «um porto para o mundo, trazendo mundo para o porto», dotando a infra-estrutura portuária de maior inovação, sustentabilidade e eficiência, afiançou. «Este Plano Estratégico é o ponto de partida para um novo ciclo no Porto de Sines; o Futuro afigura-se-nos aliciante e desafiador. Temos à nossa frente ‘um mundo’ de oportunidades, novas energias, novas cargas, novos segmentos de negócio, a logística ganhou nova semântica num mundo cada vez mais global, abrangente, célere», salientou.

«É tempo de agarrar o futuro», vincou José Luís Cacho

«É tempo de agarrar o futuro para o qual temos vindo a trabalhar, em estreita colaboração, com os nossos parceiros da Câmara Municipal de Sines e entidades regionais do Alentejo, da Aicep Global Parques, e com o empenho de toda a Comunidade Portuária e Logística de Sines.O Futuro passará certamente pelo reforço do Gás Natural enquanto combustível de transição, pelo Hidrogénio, por um sector marítimo-portuário mais limpo, sustentável, eficiente e inovador; em Sines estamos a trabalhar, dia-a-dia, para cumprir com estes desígnios», rematou.

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