Sines como ‘gateway’ de GNL: «uma oportunidade que temos de agarrar», vincou ministro

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Ocorreu ontem (dia 12 de Fevereiro), a visita oficial de Dan Bouillette, Secretário de Estado da Energia dos EUA, ao Porto de Sines – a Revista Cargo acompanhou ao detalhe o périplo do representante do Governo americano, que contou igualmente com a presença do Ministro das Infra-estruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos – o governante português abordou as potencialidades do incremento infra-estrutural do porto alentejano e o hipotético interesse americano nas suas valências, como gateway continental para o GNL americano e como powerhouse que é nos contentores.

«O Porto de Sines é uma porta de entrada de Energia – não só na Península Ibérica como em toda a Europa, e esta visita sinaliza o interesse dos EUA na possibilidade do Porto de Sines ser usado como porta de entrada de Energia, nomeadamente do GNL, para a Europa. É uma oportunidade que temos de agarrar. É uma visita que nós valorizamos bastante, estamos a tentar aproveitá-la da melhor maneira, procurando desenvolver o nosso país, nomeadamente através deste porto», começou por comentar Pedro Nuno Santos, após a reunião com Dan Brouillette.

Os novos investimentos (ampliação do Terminal XXI e construção do Terminal Vasco da Gama) também foram abordados pelo ministro: «Neste momento a PSA tem um contrato para expandir o Terminal XXI, onde nos encontramos, e que deverá duplicar a capacidade da infra-estrutura. Temos ainda o Terminal Vasco da Gama, que está, neste momento, em processo de concurso internacional», lembrando, no entanto, que a visita do Secretário de Estado americano «resulta mais da operação de fornecimento do gás», contextualizando-a.

Sines pode permitir «aumentar a diversidade do abastecimento na Europa»

«Como sabem, a Europa está fortemente dependente do fornecimento de gás da Rússia e do Norte da Europa, e nós, aqui, temos a oportunidade de diversificar o fornecimento de gás na Europa com gás americano, que está, actualmente, a um preço muito mais competitivo do que aquele que chega de outras partes, para além de aumentar a diversidade do abastecimento na Europa, fomentando a sua autonomia e não dependência de um país em particular», frisou, lembrando, neste contexto, que «o Terminal de GNL cresceu bastante e tem ainda capacidade para crescer muito mais».

Recorde-se que a infra-estrutura, concessionada à REN, atingiu novos máximos históricos, apresentando um recorde de recepção de navios e de cargas de cisternas e duplicando a sua actividade em 2019. No que toca à operação de recepção de navios, foram recebidas 67 escalas de navios: deste total, contam-se 65 descargas e dois arrefecimentos –, o que corresponde a um aumento de 49% face ao anterior máximo de 45 navios obtido durante todo o ano de 2018. No que concerne ao número de cargas de cisternas, o novo registo máximo é de 6.621, um incremento de 9% face ao anterior máximo de 6.072 cargas, obtido em 2018, sendo praticamente três quartos para Unidades Autónomas de Gás Natural do continente e o restante para a ilha da Madeira – dados avançados pela Revista Cargo durante o passado mês de Janeiro.

«Neste momento há vários interessados que estão a avaliar, a estudar. Neste momento há um processo em curso. Nesta visita, a acompanhar o Secretário de Estado da Energia americano, estão muitas empresas – com as quais teremos oportunidade de reunir – e por isso há um trabalho permanente», declarou ainda Pedro Nuno Santos aos jornalistas presentes no Porto de Sines.

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