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Sines faz contas a modelos de captação de novos negócios e Aeroporto de Beja entra na equação

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Intervindo no webinar ‘A Logística e os Portos enquanto “nós” da Intermodalidade’, realizado no dia 16 pela ADFERSIT, José Luís Cacho, presidente do Conselho de Administração da APS, adiantou que o Porto de Sines se encontra a alargar os horizontes em termos de modelos de captação de negócios, estudando a viabilidade de novos projectos no qual o Aeroporto de Beja possa ser peça útil no xadrez logístico da região.

Sines trabalha em sintonia com a aicep, Câmara Municipal e comunidade portuária

José Luís Cacho Terminal XXI Madrid Maersk«Procuramos criar, em Sines, condições que nos levem a minimizar o risco e a captar investimentos industriais e logísticos – Sines tem excelentes condições para o fazer. De facto, os portos têm condições únicas e, a sua própria existência, é um factor de captação de investimentos. Em uma empresa que importe e exporte, o efeito de proximidade a um porto é um ganho de competitividade brutal. Um porto que tenha uma estratégia forte, percebendo as vantagens desses efeitos de proximidade, apostando em infra-estruturas logísticas próximas de si, verá resultados», introduziu.

O tema das zonas francas foi explorado, a reboque do sucesso do Porto de Barcelona – José Luís Cacho frisou que Sines se encontra a analisar o potencial deste tipo de instrumentos, em sintonia com a capitalização das infra-estruturas ao redor do porto e da ZILS, no sentido de captar novos investimentos. «São zonas que devem ter condições adequadas, do ponto de vista fiscal, para a instalação de projectos industriais e logísticos. Estamos a fazer um trabalho muito sério nesse sentido, com a aicep Global Parques, com a Câmara Municipal de Sines, com a Comunidade Portuária e todos os stakeholders, para a possibilidade de Sines, nesta área imensa que tem em redor do porto para projectos industriais (e que ao longo destes 40 anos poucos projectos, além do petroquímico, conseguiu captar) olhar para este contexto de forma diferente, e até na perspectiva da carga aérea, olhar para o Aeroporto de Beja na perspectiva de zona franca, do e-commerce e de um conjunto de valências, tentar averiguar se existe potencial para conseguirmos captar projectos. Estamos a trabalhar nisto, talvez no primeiro semestre do próximo ano tenhamos já algo para apresentar», revelou.

«É um trabalho que está a decorrer, estamos a estudar a perspectiva da legislação europeia nesse sentido. É, de facto, um dos caminhos que pode ajudar a captar investimento», adiantou, lembrando que «o hinterland ajuda muito à sustentabilidade de um conjunto de negócios do porto. Porque o transshipment hoje é feito aqui, mas amanhã poderá ser feito em outro lado qualquer. Um porto tem de consolidar a sua sustentabilidade, e, para isso, é fundamental a captação de carga local e a extensão do hinterland». Ao finalizar, José Luís Cacho vincou ainda que sempre defendeu uma visão «ibérica dos portos», onde não deve haver espaço para o «receio» da competitividade com Espanha. «O mercado é ibérico e a ferrovia é fundamental para esse mercado, assim como a rodovia», acrescentou ainda o presidente do Conselho de Administração da APS.

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