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Sines-Roterdão: memorando para «rota de exportação» a pensar no segmento do Hidrogénio

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Durante a intervenção com a qual se fechou a sessão de apresentação do Plano Estratégico do Porto de Sines (ocorrida no passado dia 30 de Setembro), o Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, revelou que foi firmado um memorando de entendimento entre Portugal e a Holanda para materializa uma «rota de exportação» no contexto do futuro negócio do Hidrogénio, no qual o porto terá um papel «fundamental».

Pedro Nuno Santos Porto de Sines«Portugal tem condições únicas para produzir hidrogénio. Não é por acaso que em Portugal há um Governo que não tem largado o tema: 75% do custo de produção de hidrogénio é electricidade. Na eólica somos hiper-competitivos. Por isso não por acaso que aqueles que estão na Europa a apostar no hidrogénio, olharam para Portugal, como é o caso da Holanda», declarou, vincando que Sines pode liderar a transição energética do país.

«Na semana passada foi assinado um memorando de entendimento com os holandeses para criarmos uma rota de exportação entre Sines e Roterdão. Nós queremos que o Porto de Sines nos permita industrializar Portugal», adiantou Pedro Nuno Santos, explicando que a estratégia nacional para a aposta neste novo recurso mais sustentável não se limita ao transporte; Sines poderá captar vários elos da cadeia logística, fixando nova indústria.

«Porto de Sines não servirá apenas para transportar hidrogénio»

«A estratégia de hidrogénio não é só para o transportar, e o Porto de Sines não servirá apenas para transportar hidrogénio. Se formos um dos primeiros países a entrar neste comboio, conseguiremos captar um conjunto de outras actividades industriais e tecnológicas ligadas ao hidrogénio se possam instalar perto do Porto de Sines. O que queremos em Sines é indústria», finalizou o Ministro das Infra-estruturas, deixando, neste contexto, rasgados elogios ao trabalho da aicep Global Parques e à liderança do seu actual CEO, Filipe Costa.

Para o governante, o porto alentejano terá um papel vital na transição energética e na industrialização do país. «O mundo mais limpo no qual queremos viver, implica que, em Sines, um importante hub energético tenha um importante papel fundamental nessa transição – já está decidido o encerramento das centrais termoeléctricas – mais um passo ambicioso do país – mas isso implica que tenhamos capacidade de encontrar novas oportunidades, novas fontes de energia e este porto será central nessa estratégia», declarou Pedro Nuno Santos.

Saiba mais sobre o Plano Estratégico:

Sines apresentou Plano Estratégico: abre-se o novo ciclo de um porto virado «para o mundo»

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