GBAS sistema aterragem Indra Tenerife

Sistema de aterragem por satélite da Indra «reforça sustentabilidade do tráfego aéreo»

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A garantia foi dada pela própria empresa e os resultados já estão à vista: o sistema de aterragem da próxima geração Normarc GBAS da Indra proporciona maior flexibilidade para que as aeronaves possam seguir diferentes caminhos de aproximação e fazer descidas contínuas, mais rápidas e mais curtas ao aterrar. A empresa instalou estações de ensaio em diferentes aeroportos, sendo o último em Tenerife.

Sistema da Indra reduz tempo de voo, consumo e emissões poluentes

INE aereo aviao itecO sistema «permite reduzir o tempo de voo, o consumo de combustível, as emissões de CO2 e a poluição sonora nas proximidades. Os custos de manutenção no aeroporto são também reduzidos, uma vez que um sistema é suficiente para cobrir as aterragens em todas as pistas», explicou a empresa, através de um comunicado no qual fez o balanço das potencialidades da tecnologia e onde deu conta da aceleração da digitalização como «única forma de ultrapassar as limitações impostas pela Covid-19»: um desafio que o sector da aviação abraçou sem hesitar.

«Os sistemas GBAS são uma das tecnologias que os fornecedores de serviços de navegação terão de implementar a fim de se adaptarem à nova realidade e melhorarem a eficiência de custos a longo prazo. Esta tecnologia permitirá que os aeroportos aumentem a sua capacidade quando o mercado recuperar. Por outro lado, populações localizadas perto de aeroportos vão verificar uma redução dos níveis de ruído», detalhou a Indra.

Assim, os aviões vão poder voar mais alto ao aproximarem-se do aeroporto e fazer aproximações mais pronunciadas e rápidas com menos inconvenientes para os habitantes que vivem perto dos aeroportos. Segundo a tecnológica, tal abre a porta à possibilidade de construção de novos edifícios residenciais em áreas anteriormente consideradas inabitáveis ou para reduzir as medidas de atenuação do ruído existentes.

A estação terrestre GBAS GAST D é composta por sensores GPS, uma estação de processamento e uma antena VHF para a transmissão de dados às aeronaves que se aproximam. Um único sistema é capaz de gerir até 48 aproximações simultâneas, cobrindo todas as pistas e heliportos do aeroporto.

Recorde-se que há anos que a Indra tem dirigido o desenvolvimento deste tipo de sistemas de aterragem por satélite. O sistema GBAS GAST D é o único capaz de orientar o desembarque em condições de baixa visibilidade e a empresa está a fazer progressos no processo de certificação para operações de categoria III. A empresa instalou estações de ensaio em diferentes aeroportos. O mais recente encontra-se no aeroporto de Tenerife Norte, onde está a trabalhar com o fornecedor de serviços de navegação ENAIRE para validar o desempenho do sistema em regiões equatoriais.

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