SNMMP acusa ANTRAM de «má-fé» e de «falta de cumprimento da palavra»

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Estalou definitivamente o verniz entre a ANTRAM e o SNMMP – o sindicato explicou, hoje, a razão por detrás do lançamento de novo pré-aviso de greve nacional (marcado para o dia 23 de Maio), criticando a postura da associação e acusando-a de mentir no comunicado ontem divulgado.

Sindicato critica postura da ANTRAM

Nas palavras de Pedro Pardal Henriques, advogado do sindicato, reproduzidas hoje pelo jornal online ‘Eco’, a ANTRAM faltou à verdade na missiva que ontem lançou, fazendo um primeiro balanço das negociações entre as partes (o segundo encontro ocorreu no passado dia 7 de Maio). Posto isto, o sindicato diz estar pronto a romper as negociações, caso a ANTRAM não aceite continuar sentada à mesa no decorrer da greve.

Segundo o advogado, o pré-aviso do SNMMP já foi enviado à ANTRAM, aos ministérios do Trabalho e da Economia, além da ANAREC e da APETRO, as associações de revendedores de combustíveis e das petrolíferas. O representante explicou ao ‘Eco’ que a «falta de cumprimento da palavra» demonstrada ontem pela associação é a causa do pré-aviso de greve: além de acusar a ANTRAM de mentir, o SNMMP sustenta que não foi mantido o sigilo negocial que havia sido condição primária para que as negociações arrancassem.

SNMMP deu prazo de dois anos para o patamar dos 1200 euros

O SNMMP tinha concedido um prazo de dois anos para que se chegasse ao «salário base que estávamos a pedir [1.200 euros], sendo certo que em Janeiro de 2020 o salário já seria de 1.010 euros», revelou, ao ‘Eco’. Segundo Pardal Henriques, o pré-acordo de dia 7 previa que no início de 2021 o salário base passasse para 1.100 euros e, em Janeiro de 2022, então se atingiriam os 1.200 euros pedidos pelo sindicato.O «reconhecimento da categoria», adiantou também, «já estava aceite» – tudo poderá ir por água abaixo, no entanto.

«Hoje fomos surpreendidos com um comunicado oficial a dizer que o ‘sindicato tinha voltado atrás’…. É clara má-fé!», atirou o advogado, criticando fortemente o comportamento da ANTRAM. Recorde-se que a associação emitiu ontem um comunicado a constatar com agrado a «clara mudança de postura» da entidade sindical e adiantando que havia aceitado um salário base de 700 euros «com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2020». Na ressaca deste desenvolvimento, o sindicato garante que tem «800 motoristas determinados a fazer uma greve nas mesmas dimensões da anterior».

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