SNMMP avisa: intransigência da ANTRAM conduzirá o país a «uma calamidade»

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O ‘Dinheiro Vivo’ entrevistou, em Aveiras de Cima, Pedro Henriques, vice-presidente do SNMMP e fez a súmula das reivindicações do sindicato em plena paralisação, que dura desde Segunda-feira.

«A estabilidade do país vai continuar a estar em causa», começou por declarar Pedro Henriques, apesar de afiançar que estão a ser cumpridos os serviços mínimos decretados pelo Governo.

«Esperemos que a ANTRAM tenha consciência da dimensão do problema», declarou Pedro Henriques

Para o responsável, que transpareceu a posição do sindicato, a ANTRAM tem-se mostrado intransigente e sem intenção de negociar uma solução. Actualmente, as partes debatem novamente um potencial desfecho positivo.

«Esperemos que a ANTRAM tenha consciência da dimensão do problema para que possamos negociar e terminar com esta calamidade», afirmou Pedro Henriques, frisando que a entidade sindical está pronta para negociar.

Não ilibando o Executivo, o SNMMP foca as suas críticas na ANTRAM, alegando que a associação «está a ser intransigente ao não quer negociar com o sindicato e isso acontece já há muito tempo. Tentámos negociar durante vários anos e alertámos que íamos entrar em greve», comentou o vice-presidente do sindicato ao ‘Dinheiro Vivo’.

Recorde-se que a ANTRAM, através de Gustavo Paulo Duarte, havia já afirmado contundentemente que não estaria disposta a negociar enquanto se mantiver a greve dos motoristas. «A ANTRAM continua a teimar e espero que mude a posição, senão estaremos numa calamidade», alertou o responsável.

Quais as exigências do SNMMP?

Os cerca de 600 motoristas (num universo de 800) de matérias perigosas (afectos ao sindicato SNMMP), exigem a revisão do salário (cuja base está nos 630 euros), novas condições de saúde, «com acompanhamento médico obrigatório a motoristas que estão sujeitos a problemas cancerígenos e outros relacionados com as matérias perigosas que transportam», esperando também o reconhecimento da categoria de motorista de matérias perigosas.

«O que exigimos é o valor que era pago há 20 anos, dois salários mínimos nacionais. O que queremos é que estas pessoas que trabalham médias de 15 a 18 horas por dia e têm de ter uma formação especial para poder conduzir matérias perigosas, recebam no mínimo dois salários mínimos nacionais, mais as horas extra, que é o normal e previsto na lei», respondeu Pedro Henriques à publicação.

O leque de exigências inclui ainda a alteração de regras a nível do salário nocturno e ao trabalho extraordinário, porque o contrato colectivo de trabalho, assinado em Setembro do ano passado, mudou essas regras «colocando a decisão do lado dos patrões». Com a alteração, defende o sindicato, um motorista que faça 11 horas de trabalho recebe o mesmo que um que faz 14 horas de trabalho.

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