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«Solução competitiva na ferrovia» passa por eliminar constrangimentos já bem identificados

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Carlos Vasconcelos foi um dos convidados do painel ‘A interoperabilidade ibérica e europeia. O Corredor Atlântico’, que integrou o primeiro dia do 14º Congresso da ADFERSIT. O administrador da Medway abordou as problemáticas da competitividade da ferrovia e quais as soluções para remediar, no imediato, o sector. Em debate esteve também a ligação Galiza-Sines em bitola europeia, que seria «uma excelente solução».

Carlos Vasconcelos MedwayPara o especialista ferroviário, a bitola está longe de explicar a falta de competitividade da ferrovia: «As pessoas não têm noção o que é passar de comboios de 400 metros para 740 ou 750 metros, o que significa isso para a redução do custo, que nos permite ser competitivos. Trabalhando com a bitola ibérica e fazendo o transbordo das cargas na fronteira pyrenaica para comboios de bitola europeia é uma solução que pode funcionar sem problema. Um frete entre Portugal e Alemanha rondará os 1900/2000 euros, o transbordo não ultrapassa os 50 euros, o tempo de descarga e transbordo andará perto das 4/6 horas, para uma viagem de 48/72 horas. Não é nem nunca foi um problema».

«Mais de 650 milhões de TEU é o movimento dos portos a nível mundial e 2/3 deste movimento é transhipment – é tirar do navio para o cais e do cais para o navio. Este modelo facilmente se replica no comboio», frisou Carlos Vasconcelos, afastando a premência de aposta numa migração para bitola europeia. O administrador abordou a ligação Galiza-Sines em bitola europeia, deixando elogios à potencial solução, que, no entanto, está longe de ser uma opção para o curto e médio prazo. «O projecto que está em cima da mesa – a ligação Galiza-Sines em bitola europeia, que depois se estenderia até à fronteira espanhola, com Vilar Formoso e depois ligação aos Pirenéus e eventualmente com uma segunda ligação a partir de Sines, ligando depois Madrid – seria de facto uma excelente solução. Era algo que nós ambicionávamos com bastante interesse», considerou.

«No entanto, enquanto tal não é possível, se queremos ter amanhã uma solução competitiva na ferrovia, resolvamos os problemas que não custam assim tanto dinheiro: rampas, cruzamentos, electrificação e outros que enumerei, não esquecendo claro a bitola, e daí a solução das travessas polivalentes estar em cima da mesa», finalizou o administrador da transportadora ferroviária de mercadorias.

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