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SOPONATA «simbolizou orgulho nacional»: Luís Baptista analisou valor estratégico da empresa

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Durante o evento online ‘História da Marinha Mercante‘, que se realizou no passado dia 24 de Junho, Luís Baptista, presidente da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH), a importância da SOPONATA para a autonomia nacional do transporte nacional de combustíveis.

SOPONATA «fundamental» na «autonomia em termos de aquisição de combustíveis»

«A constituição desta empresa foi fundamental para que o país ganhasse uma autonomia estratégia em termos de aquisição de combustíveis. Não foi imediato, claro, foram-se adquirindo navios, que eram excelentes, tinham uma capacidade em termos de maquinaria muito boa, eram, de facto, muito bem construídos. E, gradualmente, foram autonomizando o país em termos de transporte de produtos petrolíferos», explicou Luís Baptista.

Criada em 1947, por despacho ministerial, a SOPONATA Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, Lda, foi uma das importantes empresas que fez parte da Marinha Mercante Portuguesa. A empresa surgiu para dar resposta, à data, às dificuldades de abastecimento de combustíveis que faziam com que Portugal sofresse uma acentuada dependência energética face aos países com companhias transportadores de petróleo.

Luís Baptista presidente ENIDHA companhia arrancou com três navios iniciais: o Gerez, o Aire e o Marão. Ao longo de 57 anos de existência, a empresa contou com 38 anos. «Só a Soponata, em meados dos anos 80, tinha mais de 1 milhão de toneladas de arqueação bruta. Assim se garantia, entre os anos 70 e 80, o abastecimento para o país, na sua plenitude. O que aconteceu, depois, foi que Portugal se desfez dos navios – em 1993 dá-se a desnacionalização, e, em 2004, a companhia é vendida à General Maritime, uma empresa norte-americana. Ficámos sem navios mercantes para transporte de produtos petrolíferos. Em 2004 dá-se o golpe final com a extinção (em termos de deixar de ter navios próprios) da Sacor Marítima», analisou Luís Baptista.

Autêntica «companhia emblema», refere Luís Baptista

«Actualmente não temos uma gota de combustível a ser transportada para Portugal – não falo apenas de petróleo mas também de gás liquefeito – sem ser por navios estrangeiros. Não temos frota própria, a não ser um navio muito pequeno, o ‘São Jorge’, que opera nos Açores e que lá faz cabotagem, pertença do Grupo ETE. Tínhamos poucos navios e uma Marinha Mercante incipiente no início do século XX, e, cem anos depois, estamos, mais ou menos, numa situação semelhante. Enquanto existiu, a Soponata foi, digamos assim, a nossa companhia emblema, a empresa que simbolizava o orgulho nacional», rematou o presidente da ENIDH, que participou na conferência, juntamente com Luís Miguel Correia.

Foto: Comissão Cultural de Marinha

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