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Tan Chong Meng (PSA) deixa o alerta ao Shipping: «Temos que estar preparados para a recessão»

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Tan Chong Meng, CEO da PSA International, endereçou, aos trabalhadores do grupo de Singapura, no passado dia 28 de Maio, uma missiva na qual agradece o seu contributo durante a pandemia e traça planos para as quatro etapas que darão corpo ao «reboot» da economia global.

«Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer a vocês – os nossos funcionários. Como empresa, o nosso objectivo está ancorado na promessa de transportarmos as mercadorias que nos são confiadas. Em todo o mundo, vocês cumpriram essa promessa e cumpriram o nosso papel de serviço essencial. Muitos de vocês ergueram-se e fizeram a diferença, e eu humildemente saúdo a vossa coragem», começou por declarar Tan Chong Meng.

O CEO lembrou que o mundo vive uma fase de ressaca da pandemia, entrando gradualmente na fase de recuperação, que será dura e longa, e que «e a magnitude das perturbações enfrentadas pelos sistemas económicos globais durante o bloqueio» ainda é bastante incerta. «O foco tem sido salvar vidas, e com razão. Mas, pelo bem dos nossos meios de subsistência, temos que avançar, com cautela», frisou, mirando o futuro.

Recessão

Tan Chong Meng explanou os seus «pensamentos» sobre os próximos meses de recuperação, descrevendo quatro fases: recessão, resiliência, regionalização e reforma. A primeira fase, tal como o nome indica, será pautada pelo agravamento das economias e pelo definhar das indústrias. «Temos que estar preparados para a recessão», alerta o CEO. «As principais indústrias, especialmente aquelas que dependem do toque humano, foram severamente impactadas. A corrida rumo ao retalho online e ao trabalho virtual conseguiu apenas manter o mundo numa marcha muito baixa. As falências aumentarão, as pressões sobre o desemprego aumentarão e o consumo permanecerá relativamente lento no médio prazo», salientou.

Neste contexto, concluiu, será expectável que a queda dos volumes comerciais conduza a um retrocesso de dois ou três anos no negócio da PSA. «Teremos que enfrentar essas pressões recessivas com prudência e clara determinação», vincou Tan Chong Meng.

Resiliência

«Precisamos de ter resiliência para sustentar as nossas operações com segurança e reconstruir a cadeia de abastecimento», sublinhou. «Fabricantes, produtores e governos que tradicionalmente confiam demasiadamente em certas fontes ou nós logísticos repensam agora os seus riscos e buscam novas soluções. A logística e as cadeias de abastecimento tornar-se-ão uma consideração estratégica para garantir a continuidade dos negócios. Nesta frente, intensificaremos o nosso engajamento com governos e carregadores, tentando entender os seus desafios e moldando novas soluções».

Regionalização

Numa terceira fase, prevê o CEO da PSA International, produtores e fabricantes poderão «concentrar-se mais na regionalização», assim encurtando cadeias de abastecimento, gerindo stocks de maneira diferente e alcançando os mercados mais rapidamente. Tal poderia «acelerar a mudança de produção das tradicionais fábricas globais, como a China, para as zonas regionais de fabricação». considera. «Para as nossas actividades de transbordo, a excelência do hub and spoke pode tornar-se um serviço preferencial, em vez de transbordo de retransmissão», afirmou.

«Os trunfos que terão a capacidade de mudar a face do jogo serão a uniformidade qualitativa da intermodal e a eficiência entre os modos marítimo, aéreo e rodoviário, auxiliados pela continuidade digital e pelo controlo transversal entre meios de transporte», considerou. «As nossas iniciativas Horizon 2 e Horizon 3, na expansão de adjacências portuárias e ofertas de serviços digitais serão dinâmicas para responder a tais tendências», frisou.

Reforma

«Por fim, devemos estar prontos para reformar», avisa Tan Chong Meng na missiva, constatando que «a adopção de tecnologias digitais disparou nos últimos três meses». O chamado «novo normal» no período pós-COVID-19 «exige uma reforma, uma mudança de convicções», salientou. As ferramentas online e as plataformas digitais «tornaram-se uma parte indelével das nossas vidas».

«Embora não saibamos quanto tempo durará a crise actual, precisamos de usar este tempo para nos prepararmos para o futuro. Preparem-se para a inevitável recessão, concentrem-se em reforçar a nossa resiliência e a dos nossos stakeholders», atirou.

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