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TAP: primeira tranche do auxílio estatal já deu entrada nos cofres da companhia aérea

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Foi no passado dia 17 de Julho que a ajuda estatal destinada a salvar a TAP começou a ser introduzida nos cofres da transportadora aérea: a primeira tranche dos 1,2 mil milhões de euros avalizados por Bruxelas já entrou na tesouraria da companhia. Os 250 milhões de euros entraram no dia em que o empresário David Neeleman oficializou a sua saída da estrutura accionista da TAP.

Airbus-A330 tapNa passada Sexta-feira, Estado e David Neeleman assinaram o acordo para a compra da participação de 22,5% do accionista norte-americano na TAP, tendo o Estado pago 55 milhões de euros a Neeleman, tornando-se accionista maioritário da empresa, ao ficar com 72,5%, tal como a Revista Cargo havia já detalhado. Com a materialização do acordo, o Governo recebeu teve aval para injectar os 1,2 milhões. A tranche inicial será utilizada para fazer face à complicada situação de tesouraria da empresa, permitindo o pagamento de salários e dos acordos com os fornecedores.

«No dia 16 de Julho de 2020 e após a respectiva aprovação ao nível do Conselho de Administração da TAP SGPS, foi alcançado o acordo definitivo de todas as partes envolvidas no âmbito deste processo negocial», comunicou a TAP em missiva enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), um dia depois de ter sido anunciada a promulgação do diploma aprovado em Conselho de Ministros que autoriza o Estado a reforçar a posição na companhia aérea. Poucas horas depois, o Conselho de Ministros aprovou a concessão do empréstimo.

O Conselho de Ministros aprovou (…) por via electrónica, a concessão de um empréstimo à TAP, no montante máximo de 1.200 milhões de euros, em conformidade com a decisão da Comissão Europeia (…) de 10 de Junho de 2020, bem como as minutas dos respectivos contratos de financiamento e acordo complementar», indicou, em comunicado, o Governo no término da semana transacta.

Recorde-se que os 22,5% do capital detido por Humberto Pedrosa, mas que estavam no consórcio Atlantic Gateway, detido em iguais partes por David Neeleman, vão ter agora de passar para a HPGB, SGPS, detida pelo empresário. O Estado português vai comprar as «participações sociais, de direitos económicos e de uma parte das prestações acessórias da actual accionista da TAP SGPS, Atlantic Gateway, SGPS, Lda, por forma a que o Estado Português passe a deter uma participação social total de 72,5% e os correspondentes direitos económicos na TAP SGPS», por 55 milhões de euros».

Com Lusa e Jornal Económico

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