Carregadores criticam imposição de sobretaxas por parte das transportadoras marítimas

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A reacção não se fez esperar: os clientes das operadoras de transporte marítimo de mercadorias mostraram-se assertivamente contra a imposição da sobretaxa de emergência sobre o abastecimento por parte de grandes armadores internacionais como a MSC, Maersk Line e CMA CGM, prontamente reportada pela Revista Cargo.



O descontentamento ficou patente nas declarações de Chris Welsh (reportadas pelo portal de informação The Maritime Executive), Secretário-Geral do Fórum Global dos Carregadores, organização-não governamental que representa os carregadores que actuam no âmbito do comércio internacional.

«Tentativa nada subtil» de imposição de tarifas «inegociáveis», acusa Chris Welsh

Método de urgência utilizado pelas transportadoras marítimas para mitigar as perdas sucessivas causadas pelo aumento do preço do Brent (constante desde o arranque de 2018), este mecanismo está, naturalmente, a ter efeitos negativos na factura dos carregadores, que agora sentem as repercussões da mitigação das perdas das operadoras marítimas directamente nos seus custos.

Para Chris Welsh, «a utilização das sobretaxas de emergência é uma tentativa nada subtil de impor tarifas inegociáveis sobre os clientes». Na visão do Secretário-Geral do Fórum Global dos Carregadores, o dever de transparência das transportadoras face aos seus clientes é premente, incidindo sobre os «custos suplementares de abastecimento». Recai sobre estas o ónus de explicitar «porque é que uma sobretaxa de emergência é garantida sobre mecanismos já existentes de sobretaxa de abastecimento».

Estarão as operadoras a mitigar fracos balanços passando a factura para os carregadores?

Isto porque, aludiu Chris Welsh, as transportadoras marítimas praticam, recorrentemente, a integração das flutuações relativas aos custos do combustível nas contratualizações efectuadas com os clientes. A existência desse denominado bunker adjustment factor torna, assim, as taxas impostas em…sobretaxas autênticas. Resumir-se-á, então, esta decisão das operadoras marítimas a um novo imposto que visa mitigar os seus (generalizados) balanços precários referentes ao primeiro trimestre?



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