Taxas de frete actuais são «punhal no coração» dos pequenos e médios donos de cargas

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Na sequência da queixa feita junto da Comissão Marítima Federal (EUA), a empresa da Pensilvânia, MCS Industries, abordou, publicamente, a sua posição contra as operadoras marítimas de contentores – pelas palavras do seu CEO, Richard Master, a companhia de imobiliário explicou que as quebras constantes de contratos e as elevadas taxas de frete estão a corroer as margens das empresas e a perigar a própria economia do país.

À publicação ‘The Loadstar‘, o CEO da MCS Industries disse que tem estado em contacto com vários donos de cargas e que a preocupação quanto à viabilidade futura dos negócios é grande, na sequência da situação actual vivida no Shipping contentorizado – entre as queixas está a quebra de vínculo contratual, por banda das transportadoras marítimas. «Quando fazemos um acordo, nós cumprimo-lo», salientou Richard Master.

«Algumas transportadoras são mais cooperativas do que outras, mas nenhuma nos forneceu como nós fornecemos os nossos clientes», atirou o CEO da empresa de imobiliário, que importa vários produtos do mercado asiático. De acordo com a Master, as dificuldades causadas por ténues níveis de serviço e altos fretes «repercutir-se-ão em toda a economia dos EUA» e, inevitavelmente, terão consequências económicas muito graves.

CEO da MCS fala em «manipulação de preços»

A MCS transporta cerca de 3.500 contentores por ano de fornecedores asiáticos, com conteúdo avaliado, em média, entre 20.000 e 30.000, dólares – as taxas actuais são, assim, «como um punhal no coração» de empresas e donos de cargas de pequeno e médio porte, explicou. Apesar de se mostrar compreensivo para com a disrupção causada pela pandemia, o CEO explica que, actualmente, o cenário desvenda outras motivações para o caos.

«Quando começámos a negociar os contratos, aceitámos que os preços fossem 70-80% mais altos do que no ano passado, achámos que eram adequados, ainda que excessivos, mas reflectiam a perturbação e as condições do mercado», reconheceu à ‘The Loadstar’. Mas, disse, uma vez que os contratos foram assinados, «não recebemos os contentores estipulados e os preços dispararam ao longo de um período».

Richard Master vincou que, na sua visão, não estava perante aumentos de preços devido à pandemia, mas que estes «foram integrados nas próprias negociações», tratando-se assim de «manipulação de preços». Daí a queixa à FMC. «Com taxas em níveis tão inflacionados, qual é a motivação para as linhas retornarem aos níveis normais de operação?», questionou o CEO da empresa de imobiliário americana.

Fonte: The Loadstar

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