APDL Portos de Leixões

Terminal de contentores de Leixões com «impactes negativos pouco significativos»

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Segundo revelou a Lusa, o ‘Resumo Não Técnico’ do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao projecto da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) para o terminal de contentores do Porto de Leixões concluiu pelo «predomínio de uma maioria de impactes negativos pouco significativos». O documento foi já colocado agora em discussão pública, até 10 de Setembro.

Novo terminal forçará a reformulação do porto de pesca

O novo terminal de contentores do nortenho vai ocupar a zona do actual terminal multiusos, sobrepondo-se ao posicionamento do porto de pesca e assim forçando a «compensações» aos pescadores. Esta situação implicará ainda a reformulação do porto de pesca, refere o documento a que a Lusa teve acesso, que considera que estes impactes negativos são «pouco significativos». Segundo o documento, «a localização escolhida irá exigir a reformulação do porto de pesca», representando «um potencial impacte negativo nesta actividade».

Porto de Leixões MatosinhosNo entanto, assinala-se que existe «uma diminuição de pescadores» e a obtenção de um «acordo entre a APDL e a Docapesca». «As intervenções de compensação das condições prejudicadas […] foram definidas segundo um acordo […]. Tendo em conta a tendência registada de diminuição de pescadores matriculados, assim como de embarcações, este é considerado um impacto pouco significativo», adiciona o documento. Para compensar os pescadores, o estudo define dois núcleos de pesca, um a ser edificado «entre a ponte-cais 1 (a mais a Norte) e o canal interior de navegação do porto»; outro «entre a ponte-cais 2 (a central) e o limite noroeste do terrapleno do novo terminal».

O EIA explica que a estrutura será instalada «na zona do actual terminal multiusos e irá sobrepor-se parcialmente ao actual porto de pesca, nomeadamente «à ponte-cais Sul (…) e à rampa varadouro e uma parte relevante do terrapleno portuário afecto à pesca». Mais: «apenas cerca de um quinto da área total do novo terminal é ganha à actual bacia portuária, implantando-se a grande maioria do terrapleno sobre o actual terminal multiusos e sobre uma parte (maioritariamente marítima) do porto de pesca», detalha o documento em questão.

Melhoria na recepção dos navios

Recorde-se que Janeiro passado, a APDL garantiu à Lusa que «não será demolido o porto de pesca» mas sim «reconfigurado e dotado de melhoradas instalações», na localização onde actualmente se encontra e para onde esteve previsto o novo terminal de contentores. O actual EIA conclui por um «balanço favorável à prossecução do projecto, pois os impactes positivos contrabalançam os impactes negativos mais expressivos» e adiciona ainda que «existe margem para estudos posteriores que possam conduzir a um melhoramento dos aspectos mais desfavoráveis».

O documento salienta que «a intervenção permitirá uma melhoria significativa das condições de recepção dos navios e efectuar uma adaptação à evolução do perfil das frotas mundiais de navios de carga». Entre as alternativas equacionadas para o porto de pesca, o relatório defende como mais favorável a que «introduz um prolongamento de 130 metros na frente acostável, perfazendo um total de 490 metros».

Fonte: Lusa

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