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Theo Notteboom faz o balanço de um semestre pandémico nos portos europeus de contentores

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Theo Notteboom, especialista em assuntos marítimo-portuários e professor de ‘Gestão e Economia Marítima’, analisou a evolução dos principais portos europeus no que toca à vertente de carga contentorizada, durante o primeiro semestre de um 2020 marcado pela pandemia. De que forma foram os portos europeus afectados na sua operacionalidade devido à crise? O especialista fala num impacto assimétrico e pouco uniformizado.

Antuérpia estabilizou, Zeebrugge cresceu

O impacto do novo coronavírus apenas «começou a ser visível em Março de 2020», introduziu Theo Notteboom – os portos belgas reagiram de forma positiva, com destaque para Antuérpia e Zeebrugge. «O Porto de Antuérpia é o único grande porto gateway da Europa que foi capaz de atingir um nível de volume comparável ao do ano passado (+ 0,4%)», denotou Notteboom; por sua vez, Zeebrugge «registou forte crescimento (ou seja, mais 14% no primeiro semestre de 2020) principalmente como resultado do volume adicional gerado nos terminal geridos pela chinesa COSCO».

Gioia Tauro já nota o ‘efeito MSC’

Em Itália, o hub mediterrânico de transhipment Gioia Tauro vem apresentando um «forte crescimento» desde que a Terminal Investment Limited, da MSC, se tornou proprietária do Medcenter Container Terminal do porto italiano, na sequência da compra dos 50% detidos pela Contship Italia, há cerca de um ano atrás, salientou o especialista. Tal passo estratégico – que poderá ser lido aqui na Revista Cargo – começa agora a ter efeitos visíveis, «com mais fluxos contentorizados da MSC sendo direccionados para Gioia Tauro», assinalou Theo Notteboom.

Portos de Le Havre e Barcelona com descidas acentuadas

portos espanhóis«Como esperado, a grande maioria dos 15 principais portos do sector contentorizado registou crescimento negativo no primeiro semestre de 2020», verificou. No entanto, díspares resultados podem ser observados entre alguns portos: Algeciras e Bremerhaven, por exemplo, registaram um «declínio bastante modesto», enquanto outros viram a sua taxa de transferência de TEU cair mais de 20%, casos dos portos de Le Havre e Barcelona.

Le Havre foi, recorde-se, «fortemente afectado pela greve nacional francesa durante Dezembro de 2019 e Janeiro de 2020». Em Março e no segundo trimestre de 2020, a «forte exposição do porto ao comércio com a China» afectou ainda mais os seus resultados, vincou. Em França, não só Le Havre viu os seus volumes caírem: o Porto de Marselha também despencou em termos homólogos, com -17% de volumes que no primeiro semestre de 2019.

Pireu e Gdansk foram travados pela pandemia

O porto grego de Pireu (que alcançou um pujante ano de 2019), liderado pela COSCO, e o porto polaco de Gdansk, dois portos emergentes no ranking europeu dos portos de contentores com maiores volumes movimentados, ambos registaram números negativos de crescimento, sendo, pela primeira vez em vários anos, travados.

Veja aqui a tabela elaborada por Theo Notteboom:

Theo Notteboom port container 2020

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